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Igreja dos Terceiros guarda colecção de ‘santos de vestir’
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Braga

2018-07-21 às 06h00

José Paulo Silva

Ordem Terceira apresentou ontem contributo para a história da instituição fundada em 1672. Pretexto foram as obras de valorização e conservação da Igreja dos Terceiros.

Pouco mais de um mês após a conclusão das obras de valorização e conservação da Igreja dos Terceiros, foi ontem apresentada a publicação ‘A Igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco’. Da autoria de Rui Ferreira, a síntese da história do templo revela elementos da Procissão das Cinzas, cerimonial quaresmal já desaparecido, mas do qual há relatos escritos e um “conjunto de ‘santos de vestir’, peculiar testemunho da história religiosa bracarense”.
O estudo de Rui Ferreira, apresentado como elemento de divulgação criado no âmbito da operação ‘Valorização, Conservação e Promoção da Igreja dos Terceiros’, orçada em 570 mil euros, com comparticipação de 85% do Programa Operacional Regional Norte 2020, apresenta a história da criação e expansão da Ordem Terceira na cidade de Braga e da sua igreja “construída a expensas dos fiéis” e benzida em 1712”.
Declarada monumento de interesse público em 2012, a Igreja dos Terceiros apresenta como tesouros artísticos o retábulo-mor desenhado por José de Magalhães Calheiros, e os retábulos laterais atribuídos a Carlos Amarante, destacando Rui Ferreira os painéis de azulejos pintados por Nicolau de Freitas como “o grande destaque decorativo”.
Na brochura ontem apresentada, o autor revela que “além da igreja, a Ordem Terceira edificou um edifício anexo onde deveria residir o sacerdote assistente, bem como a sede da corporação”.
É neste espaço que a também designada Ordem Terceira da Penitência expõe numa grande vitrina “imagens que outrora compunham a Procissão de Cinzas”.
Rui Ferreira destaca que “apesar da Procissão de Cinzas ter desaparecido do quotidiano bracarense há mais de um século, este conjunto de ‘santos de vestir’ é um peculiar testemunho da história religiosa bracarense”.
A procissão da tarde de Quarta-Feira de Cinzas cumpriu-se entre 1674 e 1905, constituindo “um dos mais imponentes préstitos realizados na cidade de Braga, não apenas pelo número de figurantes, mas devido essencialmente ao elevado número de andores transportados, alguns deles de grandes dimensões”.
As ‘imagens de roca’ usadas nos cortejos mantêm-se na sacristia “em bom estado de conservação”, sendo mais imponente a de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Ordem dos Terceiros.

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