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Hospital de Braga quase triplica capacidade de testagem

Braga

2020-10-24 às 07h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Com a aquisição de novos equipamentos para a área de Biologia Molecular do Serviço de Patologia Clínica, o Hospital de Braga “aumentou drasticamente” a capacidade de testagem à Covid-19, passando a poder fazer 1000 testes diários.

Com o objectivo de continuar a garantir uma “absoluta resposta” à comunidade que serve e antecipando já a evolução da pandemia provocada pelo novo coronavírus na época de Inverno, o Hospital de Braga aumentou significativamente a sua capacidade de testagem com a aquisição de dois novos equipamentos para a área de Biologia Molecular do Serviço de Patologia Clínica. A capacidade de testagem do hospital quase triplicou, passando de 400 para mais de 1000 testes diários.
É na agora intitulada ‘Sala Covid’ do Serviço de Patologia Clínica do Hospital de Braga que chegam as amostras dos doentes suspeitos de Covid-19 e é aí que se faz a primeira verificação, com o registo, desinfecção e etiquetagem da amostragem. Só depois desta primeira etapa, é que as amostras seguem para análise efectiva nas salas de investigação de Biologia Molecular, onde é feito o procedimento para o diagnóstico positivo ou negativo à Covid.
Mal se entra neste circuito específico ‘Covid’ do Serviço de Patologia, sente-se a esperança dos arco-íris coloridos colados nas portas ao longo do corredor e que foram desenhados por crianças, certamente filhos e familiares de quem ali trabalha, e que servem de motivação.
Na ‘Sala Covid’, que serve de recepção de amostras de doentes suspeitos de Covid-19, que chegam em embalagens individualizadas e apropriadamente embaladas em parafilme, há uma série de regras de segurança e normas a seguir, que começam com a respectiva desinfecção do invólucro. As amostras são depois desembaladas e etiquetadas dentro de uma ‘câmara de fluxo laminar’ (câmara que tem um fluxo que permite que o ambiente lá dentro esteja estéril e impeça a libertação para o exterior) - precisamente “para não haver propagação e contaminação do resto da sala, caso o resultado seja positivo”.
“Este circuito diferenciado é iniciado com os técnicos que fazem a recepção e preparação das amostras que seguem depois para as respectivas áreas de análise”, explica Catarina Rebelo, a coordenadora dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica da Patologia Clínica do Hospital de Braga. Todos os passos são importantes “para limitar ao máximo o risco”, afirmou. “Trabalhamos sempre em câmara de fluxo laminar porque nos dá também um maior nível de segurança”, asseverou.
Depois da fase de recepção, as amostras passam seguidamente para a área propriamente dita da Biologia Molecular - que são outras salas diferentes dentro deste ‘circuito Covid’ no Serviço de Patologia - onde se realiza especificamente o processamento das amostras para pesquisa de SARS-CoV2.
É nestas salas específicas de investigação molecular que estão os mais antigos e mais recentes equipamentos - extractores (para extracção do RNA viral das amostras) e termocicladores (para ampliação dos ácidos nucleicos) - e que permitem fazer a verificação correcta e rápida, esclarece o patologista clínico, Aurélio Mesquita, indicando que o resultado demora apenas entre 2,5 a 3 horas e é com ele que o médico faz o diagnóstico.
Aurélio Mesquita indica que o Hospital de Braga já tinha dois equipamentos - que até ao momento deram resposta a todos os pedidos de diagnóstico - frisando que foram recentemente adquiridos mais dois equipamentos, “aumentando drasticamente a capacidade de testagem e antecipando a necessidade de um maior número de pedidos para a realização de testes PCR, sobretudo agora com a entrada no Inverno, o Serviço de Patologia vai poder responder com maior rapidez e celeridade aos pedidos que se estima que subam neste período”.

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