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Hospital de Braga cria projecto de apoio à ‘segunda vítima’

Braga

2022-04-29 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho foi ontem assinalado no Hospital de Braga com uma conferência onde a violência contra os profissionais de saúde esteve em destaque.

Citação

O Gabinete de Gestão de Risco do Hospital de Braga arrancou recentemente com um projecto de apoio à chamada segunda vítima, o profissional de saúde afectado por eventos adversos, imprevistos ou erros assistenciais, revelou ao Correio do Minho a enfermeira Sílvia Oliveira, à margem do seminário ‘Riscos Psicossociais. Da Realidade à Prevenção’, que ontem assinalou o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.
A coordenadora do Gabinete de Gestão de Risco adiantou que o projecto utiliza um modelo americano em que pares das segundas vítimas fazem um primeiro acompanhamento das situações e, caso entendam necessário, encaminham-nas para avaliação de um psicólogo ou de um médico de trabalho.

“Quando há eventos adversos, nomeadamente mortes clínicas, temos também de nos preocupar com os profissionais, porque essas situações mexem muito com eles, com a sua confiança”, alega Sílvia Oliveira, considerando que as segundas vítimas podem também ser os profissionais de saúde alvo de violência física ou de difamação.
“Este programa assenta na perspectiva do cuidado da organização aos seus profissionais, da consciência do impacto que os eventos adversos podem ter na saúde mental dos seus colaboradores e na difusão de uma cultura organizacional de suporte”, explicou aquela enfermeira.

Durante o ano de 2021, foram notificadas cerca de uma centena de agressões físicas e verbais a profissionais do Hospital de Braga, número que é o mais elevado dos últimos dez anos.
A violência sobre os profissionais de saúde, tema que esteve em discussão no seminário realizado ontem no Hospital de Braga constitui, para o presidente do conselho de administração desta unidade, João Oliveira, “uma grande preocupação”, até porque, para além dos riscos psicossociais que lhes provoca, “acaba por ter impacto na actividade assistencial”.
Este responsável adiantou que o apoio à segunda vítima é “um projecto ambicioso que visa dar suporte ao profissional numa situação de risco, de violência ou de óbito mais traumático”.
No fundo, “criar condições para que os profissionais falem sobre estes problemas e não fiquem com eles”.

Plano de Acção para a Prevenção da Violência

O seminário ‘Riscos Psicossociais. Da realidade à prevenção’ que contou com apresentação do Plano de Acção para a Prevenção da Violência no Sector da Saúde por parte da Administração Regional de Saúde do Norte, e do Programa ‘Saúde em Segurança’ pela Polícia de Segurança Pública, reuniu cerca de uma centena de profissionais do Hospital de Braga
A sessão de abertura, o presidente do conselho de administração do Hospital de Braga, João Oliveira, reconheceu “o trabalho de todos os profissionais de saúde ao longo da pandemia, num contexto que promoveu um elevado risco e desgaste psicossocial”.

Destacou a criação do Gabinete de Apoio ao Profissional, “um projecto essencial para potenciar o equilíbrio emocional e a qualidade de vida no trabalho e garantir elevados níveis de saúde e bem-estar mental junto dos profissionais de saúde”.
Emanuel Gomes, director da Unidade Local de Braga da Autoridade para as Condições de Trabalho, destacou a importância da prevenção da violência contra os profissionais de saúde, considerando mesmo “inaceitável qualquer tipo de assédio ou violência”.
Sob o mote ‘Agir em conjunto para construir uma cultura positiva de saúde e segurança’, a Organização Internacional do Trabalho desafiou instituições de diferentes países a associar-se a esta causa. O Hospital de Braga foi uma das que aceitou o desafio por considerar o tema pilar importante na sua dinâmica.

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