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Hospitais já receberam 2870 viseiras
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Hospitais já receberam 2870 viseiras

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Hospitais já receberam 2870 viseiras

Braga

2020-03-26 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

João Ribeiro, empresário bracarense, criou uma viseira protectora para os profissionais de saúde que já foi adquirida por vários hospitais. Peça está em processo de registo de patente e de certificação.

Desafiado por amigos médicos que disseram que estavam com alguma dificuldade ao nível da protecção, João Ribeiro desenvolveu uma viseira em pet-g com 0,75 mm. Criar a peça não foi fácil. Depois de quase 60 provas conseguiu chegar à viseira final, sendo que neste momento já foram entregues em vários hospitais 2870 viseiras para os profissionais de saúde.
“Parece fácil, mas não é. Temos a imagem no computador em plano, mas depois quando pegamos na peça para colocar na cabeça e como o sistema de fecho é precisamente ao contrário, torna tudo mais complicado”, admitiu João Ribeiro, da empresa bracarense Uselabel, confidenciando que “demorou bastante tempo a chegar à versão final”.

João Ribeiro optou por tirar as bandas de conforto da testa para evitar o suor na cara. “A sugestão é colocar a touca que os profissionais usam e depois a viseira em cima da testa. Além disso, a viseira não tem bandas de segurança e não tem o sistema habitual na parte de trás, consegui fazer o sistema de encaixe”, explicou ainda o empresário.
Desta forma, continuou João Ribeiro, qualquer profissional “pode usar a viseira, desmonta, desinfecta e está pronta para ser usada por outra pessoa”.
A diferença desta peça é ainda a forma de armazenamento. “Ocupa pouco espaço e isso é crucial”, defendeu.

O problema agora é que a matéria-prima já está a escassear. “Vou continuar a produzir enquanto houver matéria-prima. Já estou a mandar vir de fora, porque em Portugal já não há”, lamentou o empresário, garantindo que enquanto tiver matéria- -prima vai produzir, até porque tem vários pedidos.
Esta viseira de protecção está em processo de registo de patente e certificação para situações de pandemia. “Só é indicada para estas situações, porque para trabalhar o dia todo com esta viseira não faz sentido”, justificou.
Muitos hospitais já adquiriram esta peça, sendo que empresas, associações e confrarias também já pediram para doar aos hospitais.
Como foi o caso da Irmandade de São Bento da Porta Aberta que ontem ofereceu 500 viseiras à Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Braga e ao Serviço de Oncologia do Hospital de Dia com o objectivo de proteger os profissionais.

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