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Braga

2021-05-03 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Equipa garante a operação Censos 2021 em S. Victor, a maior freguesia do concelho e com realidades heterogéneas. A partir de amanhã, quem não respondeu online, recebe visita dos recenseadores.

Em São Victor o processo dos Censos 2021 decorre “a bom ritmo”. Até sexta-feira, 60% dos alojamentos já tinham respondido ao inquérito online que traça a radiografia da população portuguesa. As respostas obtidas traduziam-se em cerca de 22 mil habitantes, havendo por isso a expectativa de que estes Censos confirmem um grande crescimento populacional naquela que é já a maior freguesia concelho.
“Em 2011, São Victor tinha 29.600 residentes. A expectativa é que nestes Censos esse número seja actualizado para 32 a 33 mil residentes”, revela o presidente da Junta de Freguesia.

Ricardo Silva realça a importância dos indicadores dos Censos para a definição de políticas e de programas de acção, razão pela qual defende que este tipo de processos deveria repetir-se com intervalos mais curtos.
“Esta é uma operação estatística para planear o futuro, pelo que importa serem dados o mais actualizados possível”, refere, alertando que podem acontecer situações como a recém-criada Estratégia Local de Habitação que acaba por ser definida com base em estatísticas de 2011, que estão já muito desactualizadas.
“São Victor, por exemplo, mudou muito nos últimos dez anos”, nota Ricardo Silva, que lidera uma freguesia muito heterogénea e onde convivem diferentes culturas e nacionalidades.

“Contando com os portugueses, temos 118 nacionalidades registadas na freguesia de São Victor”, nota o autarca, realçando que essa heterogeneidade também exige abordagens diferentes na operação de recenseamento. E exemplifica: “Até agora, a zona da Torre Europa é onde se regista menor taxa de respostas online. Sabemos que é uma zona onde vivem muitos imigrantes, pessoas que podem não estar familiarizadas com este processo dos Censos. Assim, anda lá diariamente a nossa carrinha a emitir áudio, apelando à população para responder aos Censos ou contactar a Junta se precisar de ajuda”, refere.
No auditório da sede da Junta de Freguesia está montado o centro logístico a partir de onde se controla ao minuto a evolução do recenseamento online. Também ali, estão disponíveis sete e-balcões onde os freguesias obtém ajuda para responder ao questionário online. A procura tem sido muita.

Além disso, junto ao bairro de Santa Tecla está disponível um e-balcão móvel, assim como estão montados dois e-balcões na Associação de Moradores do Bairro das Enguardas.
Nesta freguesia, a operação Censos 2021 é levada a cabo por uma equipa de trinta recenseadores, a que se juntam quatro subcoordenadores, um coordenador e um delegado municipal.
Foram os membros desta equipa quem distribuiu os envelopes dos Censos, são eles que prestam apoio nas respostas online e, a partir de amanhã, são eles que voltam ao terreno para, de porta em porta, contactar todas as habitações que não responderam.

“O nosso grande desafio começa amanhã”, assume Tiago Correio. O delegado municipal responsável pelos Censos em São Victor realça que esta é uma freguesia “com muitas especificidades, desde logo por ser muito heterogénea”, diz, dando como exemplo o facto de ali existirem bairros sociais e também muitos imigrantes, o que dificulta a obtenção de respostas autónomas aos Censos.
“Os 40% de respostas que nos faltam será a tarefa mais exigente”, assume. Os recenseadores terão de fazer abordagens individualizadas, especificas para cada alojamento. “Há situações em que as pessoas têm receio de responder ou porque estão ilegais, ou porque vivem muitas pessoas no mesmo alojamento e as pessoas têm receio em introduzir os dados. São situações que dificultam a obtenção de respostas e que nós temos de conseguir ultrapassar”, refere.

Quando se diz que o facto de as respostas serem online facilita a operação dos Censos 2021, Tiago Correia, que também coordenou nesta freguesia a operação em 2011, discorda: “Agora o processo é muito mais exigente, desde logo porque a freguesia cresceu muito. Há 10 anos, cerca de 30% dos fogos habitacionais estavam vagos ou eram residências secundárias. Nós sabemos que isso mudou e que hoje os alojamentos estão muito mais ocupados”.
Os próximos dias serão desafiantes para a equipa de recenseadores, que apesar dos desafios que vão enfrentar, estão expectantes em fechar o processo de recenseamento o mais rápido possível.

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