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Guimarães quer ser “portal de entrada”

Vale do Ave

Ontem às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Mobilidade urbana foi o tema da reunião do executivo de Guimarães realizada ontem. Presidente da autarquia falou em “plano ambicioso”, mas oposição lamentou que Guimarães “esteja a ver o comboio passar no meio de tantos milhões de euros.”

“Guimarães tem excepcionais ambições” no plano da mobildiade urbana, mas o presidente da Câmara Municipal de Guimarães admitiu ontem, no final da reunião do executivo, que “o caminho é longo”. Mesmo assim, Domingos Bragança defende que as “fragilidades” do concelho possam ser a sua “força”, tendo como objectivo fazer de Guimarães o “portal de entrada para o litoral e para a linha de alta velocidade”. Oposição aponta o dedo à “falta de arrojo e de planeamento”, lamentando que Guimarães “esteja a ver passar o comboio com tantos milhões de euros”.
A possível não inscrição da ligação por tramway entre Guimarães e Braga no Plano de Recuperação e Resiliência do Governo, que se encontra em fase de discussão pública, foi levantada, ainda antes da ordem do dia, pelos vereadores da oposição. Domingos Bragança lembrou ter apresentado em 2017 um “plano ambicioso” de mobilidade no âmbito de uma reunião do Quadrilátero Urbano. “Não descansei e insisti na importância de ser estabelecida uma ligação por tramway, em trilho ferroviário dedicado, entre Guima- rães e Braga. Depois de várias reuniões, a ideia foi incluída no Plano Nacional de Investimentos com uma verba de 200 milhões de euros”, recordou.
Esse trabalho já foi iniciado entre as equipas técnicas das duas autarquias. “A Universidade do Minho apresentou um estudo preliminar, que é preciso aprofundar e que permitirá a posterior ligação entre as duas cidades”, explicou Domingos Bragança, avançando que o Município de Guimarães vai entregar o estudo técnico da restruturação do seu sistema de mobili- dade à equipa de Álvaro Costa, para que, posteriormente, seja possível iniciar-se a necessária discussão pública.
Domingos Bragança continua a defender a utilização de um sistema de metroBus para ligar todo o concelho, que circule sempre que possível através de via dedicada, e um sistema de linha ferroviária dedicada (tramway) para ligação entre Guimarães e Braga e à futura Estação Ferroviária de Alta Velocidade, tudo isto “sem prejuízo das validações técnicas que o estudo vier a determinar”.
A ligação do sistema urbano do concelho ao sistema de transportes de Braga e a ligação à futura Estação Ferroviária de Alta Velocidade são “projectos estruturantes e ambiciosos e não se fazem de um dia para o outro, como muitos querem fazer crer”, atirou o presidente. Domingos Bragança foi peremptório: “primeiro necessitamos de bons estudos técnicos, depois de debate público, para que posteriormente se possa elaborar o projecto. Até 2024, este é o nosso caminho. Depois, estaremos em condições para vermos financiada a execução da obra através do Programa Operacional Europeu 2030”.
Ainda sobre o Plano de Recuperação e Resiliência, o vereador da oposição, Bruno Fernandes, lamentou que o município “não tenha aproveitado uma oportunidade de ouro para Guimarães”. Bruno Fernandes foi mais longe: “esta é a prova cabal que este poder está cansado e que não tem tido o rasgo de preparar projectos”. Este plano com milhões de euros disponíveis “não prevê nenhum projecto novo para Guimarães”, notando-se que “a capacidade de preparar projectos não tem tido a atenção que deveria, estando-se a atrasar o desenvolvimento”.
Também em relação ao projecto de ferrovia nacional, o vereador André Coelho Lima vê com “preocupação a interiorização” de Guimarães, referindo que o concelho “não pode passar ao lado do que está a ser feito”.

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