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Desporto

2018-02-19 às 06h00

Joana Russo Belo

SC Braga gelou o D. Afonso Henriques, ao golear o Vitória SC, no dérbi minhoto que animou a 23.ª jornada. Dyego Sousa abriu caminho ao triunfo, escrito com golos de Hassan, Vukcevic, Wilson Eduardo e Esgaio. Exibição de classe e números históricos.

Noite de gala para os Guerreiros do Minho no Estádio D. Afonso Henriques. O SC Braga goleou o Vitória SC, com uma mão cheia de golos, no dérbi minhoto que animou a 23.ª jornada da I Liga. Exibição avassaladora dos bracarenses, num palco tradicionalmente difícil, tal a rivalidade existente entre os dois clubes - resultado iguala, aliás, a maior goleada de sempre da história do SC Braga em Guimarães, na década de 1950 - a reagirem da melhor forma à derrota a meio da semana para a Liga Europa, em Marselha.
Tremenda eficácia do SC Braga, com três golos nos primeiros 45 minutos a expressarem a reacção forte dos Guerreiros do Minho perante um Vitória desnorteado, que perdeu o rumo com a expulsão de Wakaso.

Num duelo que começou com cautelas de parte a parte - naturais num dérbi com contornos emotivos como este - os bracarenses chegaram cedo à vantagem, com um golo de Dyego Sousa. Perda de bola de Rafael Miranda, Vukcevic ganhou o esférico e lançou o avançado. Dyego Sousa arrancou com velocidade para a área e bateu Douglas, num bonito golo. Festejos do brasileiro acabaram por durar pouco, com o avançado a ficar lesionado na coxa, na sequência do lance. Dyego acabou por deixar o relvado de maca.

O golo embalou os guerreiros para uma noite de sonho em Guimarães. Wilson Eduardo atirou por cima, na cara de Douglas, e, aos 30 minutos, foi derrubado por Wakaso, quando seguia isolado para a área. Bruno Paixão expulsou o médio ganês com vermelho directo e apontou para a marca dos onze metros. Confirmado pelo VAR o penálti, Hassan não desperdiçou e com frieza fez o segundo.
A jogar com menos um, o Vitória sentiu dificuldades em reagir - tal a pressão e organização dos homens de Abel Ferreira - e um tiro de Vukcevic que só parou no fundo das redes, com a bola a bater ainda em Pedrão e a trair Douglas, complicou ainda mais a tarefa dos conquistadores. Golo do médio montenegrino foi festejado de forma efusiva por todo o banco arsenalista.

No segundo tempo, o domínio avassalador do SC Braga manteve-se e o quarto golo gelou ainda mais o D. Afonso Henriques. Arrancada de Jefferson na esquerda, a cruzar para Esgaio, que assiste Wilson Eduardo para um potente remate. Golaço a coroar a grande exibição.
Perante um Vitória incapaz de chegar com perigo à baliza de Matheus, a equipa de Abel foi gerindo o jogo e chegou ao quinto golo com naturalidade, após uma subida de Hassan, pela esquerda, que serviu Esgaio para um remate certeiro. Mão cheia de golos para a história.

Abel Ferreira: “Recuperámos a nossa identidade, o nosso Braga e a nossa confiança”

A goleada é histórica - igualando o recorde da época 1956/57, na altura na II Liga - mas Abel Ferreira lembra que são apenas três pontos. Técnico não escondeu o orgulho pelo triunfo e dedicou a vitória aos adeptos.
“Para nós são apenas três pontos. Respeitámos muito o adversário, fomos muito sérios em todos os momentos do jogo e trabalhámos muito para conseguir este resultado, que para os nosso adeptos é fantástico. Devíamos isto a eles e a nós próprios. Disse aos jogadores que tínhamos de respeitar o adversário e manter uma identidade muito forte, personalizada. Esta equipa é uma verdadeira equipa no sentido da palavra e isso prova-se pelas constantes alterações que faço, como hoje, com seis jogadores diferentes, resultante da análise dos adversários e da escolha da estratégia para cada jogo. Prova que acredito em todos”, frisou Abel Ferreira no final da partida, considerando que “tudo correu bem” ao SC Braga.

“Tinha dito que precisávamos de ser eficazes a atacar e a defender. Recuperámos a nossa identidade, o nosso Braga e a nossa confiança. As nossas missões estavam muito claras na cabeça dos jogadores, deu-nos muito trabalho, mas foi um jogo que correu muito bem”, realçou.
Uma das imagens marcantes do jogo é a de Abel a pedir calma aos adeptos quando a claque gritava ‘olés’ e o treinador lembrou a importância “de respeitar o adversário e dar o melhor dentro das quatro linhas, desfrutando do jogo”. “A minha função é promover o espectáculo e contar com o apoio da nossa massa adepta, esta vitória é para eles”.
O treinador abordou ainda a lesão de Dyego Sousa, que saiu de maca logo após o golo. “Foi dois em um, a felicidade de fazer o golo e sentiu um problema muscular. Foi o primeiro esta época no plantel, temos um departamento fantástico, o GOD, e não tínhamos tido nenhuma lesão muscular. Infelizmente, no momento do golo sentiu uma dor na coxa, esperamos que seja apenas uma contractura. Se na quinta não jogar o Dyego, jogará outro. A força da nossa equipa está na equipa. Mexo, troco e a minha satisfação é perceber que cada um que entra cumpre. É um orgulho tremendo”, rematou.

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