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As Nossas Escolas

2018-10-09 às 11h40

Miguel Viana

Funcionários da Escola Secundária Alberto Sampaio queixam-se de excesso de trabalho. A escola permaneceu encerrada apenas entre as 8 e as 10.30 horas.

Cerca de duas dezenas de funcionários da Escola Secundária Alberto Sampaio fizeram greve, entre as 8 e as 10.30 horas de hoje. A escola permaneceu encerrada apenas durante as duas primeiras horas de aula do período da manhã.
Na origem da paralização, que contou com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, está a carga horária excessiva.”Esta greve foi solicitada pelos trabalhadores, porque estão exaustos. Esta escola deveria ter, pelo menos 34 trabalhadores (número imposto pela Lei) e só tem 25. Isto leva os trabalhadores à exaustão. Cada um tem de trabalhar por dois”, afirmou Orlando Gonçalves, coordenador do sindicato.
A situação faz com que haja mais absentismo laboral, com trabalhadores a recorrerem à baixa. “É desumano aquilo que lhes é pedido”, considerou Orlando Gonçalves.

Apesar de não querer prestar declarações aos jornalistas, a direcção da escola fez saber ao sindicato que está ao lado dos funcionários e anunciou a contratação de mais pessoal. “Já depois da marcação desta greve, segundo o senhor director nos informou, a DGEstE (Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares) já autorizou a abertura de 14 vagas”, aludiu o Orlando Gonçalves.

Caso a paralisação não surta efeito, os trabalhadores não docentes admitem recorrer novamente à greve, mas desta vez de dias inteiros ou concentrações à porta da DGEstE ou do Ministério da Educação.
Os pais mostraram-se solidários com a greve, apesar de alguns terem sido apanhados de surpresa pela paralisação.
Durante a greve, muitos dos alunos permaneceram à porta da escola.
A mesma situação vive-se noutras escolas do país e do concelho de Braga. “Praticamente todas as escolas do concelho de Braga têm falta de pessoal”, revelou Orlando Gonçalves.

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