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Gravidez precoce deve-se a falta de carinho e atenção
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Gravidez precoce deve-se a falta de carinho e atenção

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Ensino

2013-05-26 às 09h05

Redacção

A maior parte das adolescentes que engravida fá-lo devido à falta de amor e de carinho, explica a investigadora Dina de Carvalho, da Universidade do Minho, no seu novo livro ‘Aquela pequena vírgula é meu filho! A Experiência da Gravidez na Adolescência’.

A maior parte das adolescentes que engravida fá-lo devido à falta de amor e de carinho, explica a investigadora Dina de Carvalho, da Universidade do Minho, no seu novo livro ‘Aquela pequena vírgula é meu filho! A Experiência da Gravidez na Adolescência’.
A obra baseia-se no seu doutoramento, “o primeiro do género no país”, que envolveu 11 hospitais e 70 histórias de vida, incluindo entrevistas às jovens e depoimentos dos respectivos namorados e mães.

“Estas meninas engravidaram ‘quase sem querer’, sobretudo porque precisavam de alguém que lhes desse amor, atenção, companhia, segurança”, sustenta Dina de Carvalho. A rede de apoio e as “relações significativas” na família assumem uma pertinência particular perante este episódio de maternidade. Contudo, a expectativa de receber demonstrações de carinho que estreitassem e reforçassem as relações “não sucedeu na maioria das famílias das jovens entrevistadas, faltaram cuidados e protecção a muitas das nossas Carolinas, Ritas, Joanas…”, continua a investigadora do Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS) da UMinho.

 O estudo considera “fundamental o envolvimento sistemático do pai do bebé nos desafios da parentalidade” e enquanto dinamizador da adaptação da adolescente à gravidez. “É a entrada precoce no mundo dos adultos, que projecta estas mães e pais para novas descobertas, desafios, responsabilidades e contextos de interacção e actuação que não são característicos da sua faixa etária”, diz Dina de Carvalho.

“São muitas as adolescentes que já passaram por este tipo de experiência, sentindo certamente os mesmos medos, dúvidas, pânico, preocupações e partilhando a mesma esperança: ‘não passou de um susto’, ‘só acontece aos outros’ ou ‘felizmente houve um engano”, acrescenta.
 A investigadora da Universidade do Minho espera que a sua obra contribua para sensibilizar a comunidade e alertar consciências sobre a dificuldade que é ser mãe adolescente.

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