Correio do Minho

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Casos do Dia

2018-07-04 às 06h00

Marta Amaral Caldeira

Nove detidos por crimes de furto a residências e veículos nos distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo foram ouvidos nos últimos dois dias no Tribunal de Braga, no âmbito de uma mega operação da GNR de Braga, tendo apreendido material diverso.

Os nove detidos, pela GNR de Braga, suspeitos de furtos a várias residências e de veículos continuaram ontem a ser ouvidos no Tribunal de Braga, em primeiro interrogatório judicial. Os suspeitos estão indiciados pelos crimes de furtos a residências e de veículos.
Ontem, em conferência de imprensa, a GNR anunciou a detenção dos nove suspeitos, oito homens e uma mulher, com idades entre os 27 e 48 anos, no decorrer de uma mega operação levada a cabo pelo Núcleo de Investigação Criminal do Comando Territorial de Braga.
As detenções ocorreram no âmbito de uma investigação iniciada há cerca de um ano, tal como explicou ontem o capitão Bruno Rodrigues da GNR de Braga, que liderou esta operação. A mesma fonte explica que a investigação visava assaltos perpetrados em diversos momentos nos distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo.
Apesar de a GNR não ter avançado com os nomes das vítimas destes assaltos, entre eles estarão o empresário bracarense Domingos Névoa, num caso que remonta a 2015 e de cuja propriedade os larápios terão levado milhares de euros em dinheiro e jóias, e mais recentemente o caso do cantor Delfim Júnior líder da banda Ympério Show, em Arcos de Valdevez, de cujo domicílio levaram 230 mil euros, que estavam escondidos em sacos de ração para cães e ainda peças de ouro de herança de família.
Segundo a GNR, os suspeitos constituiam “um grupo altamente organizado” e que “sabia bem o que fazia”, avançou o capitão Bruno Rodrigues, que revelou também o modus operandi do grupo: “os suspeitos vigiavam as vítimas, recolhendo informações sobre os seus hábitos quotidianos” e depois preparavam minuciosamente os assaltos, recorrendo a equipamento tecnolo- gicamente evoluído, como é disso exemplo um aparelho electrónico que corta por completo as comunicações num raio de um quilómetro.
O capitão disse não poder adiantar mais informações, dado que o processo “está em segredo de justiça”.
No decorrer desta mega operação, levada a cabo no passado domingo e segunda-feira, foram realizadas 22 buscas domiciliárias e 15 não domiciliárias, entre as quais a viaturas e uma embarcação. A operação foi realizada em colaboração com a Polícia Judiciária e a PSP e percorreu vários concelhos do Minho.
A GNR mobilizou 175 elementos, entre os quais efectivos do Grupo de Intervenção de Operações Especiais e do Destacamento de Intervenção do Porto.
Entre o material apreendido, encontravam-se cerca de 300 mil euros em dinheiro, cerca de 5 Kg de ouro, bicicletas, motociclos, algumas viaturas desmanteladas, walkie-talkies, quadros de arte, aparelhos informáticos, duas armas de fogo, telemóveis, computadores portáteis, televisões, electrodomésticos, localizadores GPS, entre outros.
Entre os nove arguidos conta-se um agente da PSP da esquadra de Ponte de Lima.
Até ao fecho desta edição, não haviam sido ainda anunciadas as medidas de coaação aplicadas aos detidos.

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