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Braga, segunda-feira

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Geração que pode salvar planeta voltou a reivindicar medidas
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Geração que pode salvar planeta voltou a reivindicar medidas

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Geração que pode salvar planeta  voltou a reivindicar medidas

Braga

2019-05-25 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Greve às aulas para protestar contra a inacção dos governos em relação às alterações climáticas também mobilizou estudantes de várias escolas do concelho, que se concentraram em frente à câmara.

Estudantes de algumas escolas secundárias do concelho e da Universidade do Minho fizeram ontem greve às aulas para protestar contra a inacção dos governos em relação às alterações climáticas. O protesto, o segundo deste ano, serviu para alertar os governos para a necessidade de tomarem medidas concretas para se limitarem a emissão de gases com efeito de estufa, que, segundo os cientistas de todo o mundo, estão a provocar alterações drásticas, graves e rápidas no clima da Terra.
“Lutem pela vossa casa”, “Salvem o planeta”, “Tu estás livre e eu estou livre e há um mundo para salvar” ou ‘Somos a geração que pode salvar o planeta” foram apenas algumas das mensagens escritas e repetidas pelos jovens durante a marcha quer fizeram das respectivas escolas até à Praça do Município de Braga, onde entregaram ao vereador do Ambiente, Altino Bessa, uma ‘carta’ de reivindicações.
“Estamos hoje de greve e estaremos sempre que possível, enquanto a estagnação governamental continuar”, assumiu um dos organizadores da manifestação, Bernardo Almeida, aluno do 12.º ano da Escola Secundária Alberto Sampaio, referindo que “é urgente dar passos mais ambiciosos contra a crise climática”. Bernardo Almeida, que anunciou outra greve para 27 de Setembro, lamentou o “aproveitamento político” que se fez da manifestação.
O vereador do Ambiente do Município de Braga, Altino Bessa, adiantou que as preocupações dos jovens estudantes são as mesmas do município, exemplificando algumas medidas já tomadas. Mas Altino Bessa deixou o recado: “esta é uma responsabilidade de todos e não só das entidades públicas”.
O vereador apontou o dedo ainda o facto deste tema estar a ser “altamente politizado”.
Também a Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente (CPADA) já tinha alertado para tentativas de aproveitamento político da greve climática estudantil marcada para ontem.
Depois de uma greve idêntica a 15 de Março passado, a de ontem teve o apoio dos adultos, professores, organizações ambientalistas e cidadãos anónimos. Para o dia de ontem estavam previstas acções de protesto de jovens em mais de 1.600 cidades de 119 países.

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