Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Gastronomia ganha se respeitar a sazonalidade dos produtos
Artistas plásticos interpretaram património famalicense na Devesa

Gastronomia ganha se respeitar a sazonalidade dos produtos

Município de Ponte de Lima quer classificação natural do território da Mesa dos Quatro Abades

Braga

2018-05-27 às 06h00

Teresa M. Costa

Confraria de Gastrónomos do Minho realizou em Braga capítulo de entronização de novos confrades onde ficou o alerta para a importância de se respeitar a sazonalidade dos produtos.

Cada vez se respeita menos a sazonalidade dos produtos, alertou ontem o jornalista e gastrónomo, José Silva, no capítulo de entronização de novos confrades da Confraria de Gastrónomos do Minho, que decorreu na Associação Comercial de Braga.
Abordando a gastronomia na actualidade, José Silva sublinhou a mais-valia de utilizar, em casa e na restauração, os produtos da época, valorizando as suas características e até o preço.
No caso da restauração, o jornalista atribui o desrespeito da sazonalidade à preguiça e muita falta de esclarecimento dos profissionais dos nossos produtos, do nosso receituário e das nossas tradições e exemplifica com a forma como é servido um cozido à portuguesa tudo junto, em travessas de inox quando existe uma variedade de cerâmica tradicional que ajuda a manter o cozido à temperatura.
Em contraponto, José Silva enaltece o regresso ao mundo rural de muitos jovens que, com um novo olhar sobre a agricultura e sobre o turismo, recorrendo, na vertente gastronómica, aos cereais, frutas e legumes produzidos de forma tradicional.
Há também cada vez mais chefs de cozinha a descobrir os nossos produtos tradicionais, aponta o gastrónomo.
Olhando para o turismo, o gastrónomo defende a necessidade de aproveitar esta grande riqueza que é a gastronomia e lembra um estudo realizado por uma empresa francesa que revela que 33 por cento dos turistas europeus escolhe o destino das suas férias em função da gastronomia.
Neste contexto, José Silva sublinha a importância de preservar o que é genuíno, o que é nosso, apontando que os turistas querem saber da nossa história cultura popular, ver os nossos monumentos e provar as nossas iguarias e o nosso vinho tudo servido com algo que está no nosso ADN - a hospitalidade.
O jornalista enaltece o papel das associações e confrarias que estão a fazer um trabalho meritório na divulgação da nossa gastronomia e vinhos.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.