Correio do Minho

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Gabriela Albergaria vai ‘Desencaminharte’ em Cerveira
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Alto Minho

2018-10-19 às 15h11

Redacção

Numa alusão às primeiras intervenções artísticas afetas às bienais de arte de Cerveira realizadas no Parque de Lazer do Castelinho, a artista Gabriela Albergaria vai criar um rasgo granítico junto à margem do rio Minho, metaforizando a ousadia de um evento que há 40 anos rasgou horizontes. Esta é uma das 10 obras que integram a 2ª edição do Desencaminharte – DES’18.

Promovido pela CIM Alto Minho, o DES’18 procura colocar a arte em diálogo com o território e com a população, potenciando a sua missão de serviço público - arte democrática, aberta e pensada à escala humana e do lugar – e, assim, transmitindo aos cidadãos a noção de pertença, partilha e espírito de comunidade rural e urbana.
Em cada um dos 10 concelhos alto-minhotos vai nascer uma instalação artística pública a funcionar como leitores de paisagem, passando a integrar um tipo de roteiro que procura atrair visitantes e exponenciar as identidades próprias de cada local.
No caso concreto do concelho de Vila Nova de Cerveira conhecido, nacional e internacionalmente, como a ‘Vila das Artes’, fruto da ousadia e do exemplo de resiliência das bienais de arte e dos seus fundadores, a artista Gabriela Albergaria inspirou-se na conjugação entre a arte e a natureza para plena contemplação e usufruição da população. No Parque de Lazer do Castelinho vai nascer uma fenda no solo, entre choupos e bétulas, emulando as marcas, na terra, das cheias do rio Minho, e transportando, para a margem, a rugosidade granítica das montanhas em volta, com as pedras que suportarão esta obra que marca a sua estreia numa peça ao ar livre.
Para o Município de Vila Nova de Cerveira, a utilização daquele parque como meio d eintervenção artística, não só promove a valorização do património natural e construído com ligação à água, como assume uma forte relação com a Comemoração do 40º aniversário da Bienal de Arte, cujas primeiras edições decorreram no Castelinho.
Os promotores do ‘Desencaminharte’ - o Coletivo Hodos - pretendem enxertar no território alto-minhoto novos pontos de interesse, com a assinatura de artistas reconhecidos e outros emergentes, que foram desafiados a conceber obras que, para além do seu valor intrínseco, funcionassem como leitores de paisagem.

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