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Fungo obriga ao abate de 14 ulmeiros no centro
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Fungo obriga ao abate de 14 ulmeiros no centro

Braga

2021-02-25 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Árvores infectadas que estavam na Avenida da Liberdade já foram substituídas por duas novas espécies: Faia e Prunus Parrotea.

A câmara de Braga procedeu ao abate de 14 árvores da Avenida da Liberdade, da espécie ulmeiro, por estarem infectadas com um fungo que provoca a denominada grafiose do ulmeiro.
Após de contestação manifestada por alguns cidadãos, o vereador do Ambiente esclareceu que esta doença não tem tratamento conhecido, matando completamente as árvores desta espécie, estando inclusive ameaçada de extinção por esse motivo.“O procedimento adequado a esta situação, indicado pelos especialistas, é a retirada das árvores infectadas e a sua substituição por outras resistentes”, referiu Altino Bessa, afirmando que as árvores já foram substituídas por outras, mas de espécies distintas e “que não são afectadas por este fungo”, nomeadamente a Faia (Fagus sylvatica) e Prunus Parrotea.

“Esta acção relaciona-se com questões fitossanitárias importantes a fim de tentar salvar o restante arvoredo”, esclarece o vereador do Ambiente, acrescentando que se tal procedimento não fosse feito, se correria o risco de contaminação dos restantes ulmeiros que embelezam esta importante artéria da cidade.
Esclarecendo a situação, o vereador diz que este foi um procedimento que tinha sido planeado, já que não havia mais nada a fazer para salvar estas espécies. “Já desde 2017 que temos vindo a fazer tratamento àqueles ulmeiros, mas que não surtiu efeito que pretendíamos”, explica o vereador, acrescentado que foi necessário, por isso, proceder ao seu abate para não contaminar os restantes exemplares da mesma espécie que “para já” não foram afectados. Altino Bessa, frisando que em causa não estejam decisões “políticas, mas técnicas”, lamentando que haja quem tente descredibilizar as competências dos técnicos da autarquia bracarense.

O Bloco de Esquerda reagiu às declarações do vereador, referindo que Altino Bessa não esclareceu que na génese do problema está a falta de manutenção e gestão ao longo dos anos, “nomeadamente a falta de protecção fitossanitária, opções incorrectas das podas (que provocam feridas e favorecem a propagação de doenças) e condições ambientais adversas (compaticidade e nível de fertilidade solo, impermeabilização das superfícies, teor elevado de poluentes, valas de construção, pressão humana, iluminação artificial, entre outras).
Fisando que propôs recentemente na assembleia municipal a criação de um Regulamento ap Arvoredo Urbano, onde constem as regras de prevenção e intervenção nas árvores do município, o partido defende que a prevenção “é a componente mais importante numa estratégia de protecção das árvores”.

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