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Fundos comunitários ‘olham’ “felizmente” para o ambiente
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Fundos comunitários ‘olham’ “felizmente” para o ambiente

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Fundos comunitários ‘olham’ “felizmente” para o ambiente

Braga

2015-03-16 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

O novo quadro comunitário é “fundamental” e “felizmente” apresenta “uma verba significativa e muito importante” para a área ambiental, defendeu o administrador da Região Hidográfica do Norte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, que foi o convidado especial do programa ‘Da Europa para o Minho’, emitido anteontem na rádio Antena Minho.

Citação

O novo quadro comunitário é “fundamental” e “felizmente” apresenta “uma verba significativa e muito importante” para a área ambiental, defendeu o administrador da Região Hidográfica do Norte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, que foi o convidado especial do programa ‘Da Europa para o Minho’, emitido anteontem na rádio Antena Minho.

Entrevistado pelo director do jornal Correio do Minho, Paulo Monteiro, e pelo eurodeputado, José Manuel Fernandes, aquele responsável começou por destacar as três áreas do Programa Operacional Temático para o Ambiente: economia de carbono, mudanças climáticas e serviços ambientais, ligados à água, saneamento e resíduos. “Estamos a identificar zonas de risco e zonas onde importa realizar estudos para mitigar riscos de inundações. O estudo está quase concluído e vamos apresentar o plano da região Norte em breve”, anunciou Pimenta Machado, admitindo estar “confortável”, já que “os planos estão numa fase final para que quando sair os dois avisos se possa alavancar um conjunto importante de projectos”.

Questionado pelo eurodeputado sobre a existência de algum plano de acção para devolver a protecção não só em termos ambientais, mas também no que diz respeito à vida humana, Pimenta Machado admitiu que hoje “é incontornável que o clima está a sofrer mudanças e isso acelera os eventos meteorológicos extremos”. A ter isso em conta, a Região Hidográfica do Norte da APA está a trabalhar com os municípios da região do Minho para elaborar as “cartas de risco”, nomeadamente para Braga, Barcelos, Ponte de Lima e Ponte da Barca.

“Estamos a mapear na região Norte as zonas de maior risco para depois avançar com projectos e submeter ao quadro comunitário de apoio”, assegurou o administrador, admitindo que “felizmente” o novo quadro comunitário está direccionado para o ambiente. “O tempo é pouco, mas estamos confiantes que a breve prazo podemos submeter projectos e dotá-los de financiamento”, confessou ainda em directo para o microfone da rádio Antena Minho.

Pimenta Machado adiantou ainda que no caso de Braga, está a ser desenhado, em conjunto com a câmara municipal, um plano para combater o risco de cheias do rio Este. “Espero que daqui a três ou quatro meses esteja concluído para depois submeter a este quadro comunitário de apoio”, avançou aquele responsável, lembrando a acção anunciada ainda esta semana pelo secretário de Estado do Ambiente num visita ao rio Este.

“O objectivo é criar uma bacia de retenção para mitigar e reduzir o risco de cheias e inundações, que afecta duas unidades económicas muito importantes no concelho e que em 2011 tiveram a produção ameaçada pelas cheias”, lamentou.
A intervenção pretende para além de devolver as funções ambientais ao rio, que “está muito artificializado devido a erros do passado”, criar um parque verde para usufruto das pessoas.

Projecto de ciclovias “espectacular e fantástico”

Um projecto “espectacular e fantástico”. É desta forma que o administrador da Região Hidográfica do Norte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e presidente do Conselho de Administração da Sociedade Polis Litoral Norte, Pimenta Machado, define os projectos das ciclovias do rio Cávado e do Litoral Norte, este que ligará Esposende a Caminha. “Está tudo a ser articulado e estamos confiantes para se apresentar as candidaturas aos fundos comunitários e materializar os projectos”, confidenciou, ainda durante a entrevista, realizada no passado sábado, ao programa ‘Da Europa para o Minho’.

Aos microfones da rádio Antena Minho, Pimenta Machado garantiu que estes dois projectos “vão permitir que as pessoas possam usufruir de todo o trabalho de qualificação e valorização das margens da costa e do rio”.
Em resposta ao director do jornal Correio do Minho, Paulo Monteiro, o entrevistado admitiu que “há uma mudança de paradigma na forma como se olha para o risco como uma oportunidade. Hoje olha-se para o rio de forma diferente, as pessoas querem recuperar a qualidade da água dos rios, mas também promover a sua fruição pública”.

Pimenta Machado aproveitou para destacar o projecto “muito importante” da Comunidade Intermunicipal do Cávado, que está a trabalhar a ciclovia do rio Cávado. “É um projecto muito ambicioso e os municípios depositam enormes expectativas”, referiu o responsável pela Polis Litoral Norte, que também está a trabalhar no projecto da ciclovia da costa que tem 72 quilómetros. “A parte do projecto do concelho de Esposende está concluída e será apresentada ainda este mês. Em Viana do Castelo está praticamente concluído e Caminha está um pouco mais atrasado, mas estará concluído a breve prazo para o projecto ser submetido na totalidade ao Norte 2020”, assegurou.

Ainda durante a entrevista, o administrador da Região Hidográfica do Norte da APA falou da visita do secretário de Estado do Ambiente, amanhã, a Ponte de Lima. “Estamos a realizar uma intervenção para recuperar e proteger as margens do rio Lima, que estão muito vulneráveis, porque há uma ameaça de perda de território, o rio está a alargar”, lamentou aquele responsável, referindo-se, no entanto, à obra “inovadora” que está a ser ali realizada.

“Estamos a aplicar a engenharia bionatural, uma engenharia mais leve e que está a ter uma boa resposta”, garantiu aquele responsável, destacando o trabalho técnico ali realizado com o apoio da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Ainda em Ponte de Lima, foi “fechado” um projecto com autarquia para combater a erosão das margens e o assoreamento que impede o desenvolvimento de actividades, sobretudo desportivas, ligadas ao rio.

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