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Formação foi “passo em frente e grande conquista” para professores
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Formação foi “passo em frente e grande conquista” para professores

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Formação foi “passo em frente  e grande conquista” para professores

Braga

2019-05-16 às 08h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Criar dinâmicas concelhias e encontrar sinergias localmente para realizar semi-finais poderá ser o passo a dar na edição do próximo ano. Directora do Museu D. Diogo de Sousa defende vantagens para partir para um modelo mais descentralizado.

As acções de formação para professores foram “o grande passo e a grande conquista” do Centurium - X Torneio de Jogos Romanos de Tabuleiro. “Consolidar a formação de forma siste- mática e integrada permitiu dar mais liberdade, conhecimento e consciência aos professores, que se revelaram muito empenhados e motivados”, assegurou a directora do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa. E Isabel Silva deixou um desafio para a edição do próximo ano: “temos que partir para um modelo mais descentralizado e criar uma espécie de semi-finais concelhias para Braga acolher a final com menos alunos”.
Quando tudo começou, a directora do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa estava longe de imaginar o sucesso do Centurium. “É realmente surpreendente e gratificante para todos os envolvidos, a dinâmica e a abertura que o torneio conquistou muito além do que estava previsto”, confidenciou a directora, destacando o papel dos “agentes dinamizadores e activos, que permitem o reencontro com a própria raiz identitária”.
E a partir desta realidade, o modelo aplicado este ano correspondeu a “um anseio de todos”, já que existia “um público-alvo muito bem definido e elementos-chave muito dinâmicos e que estavam sempre a questionar sobre o evento para eles próprios serem os canais de ligação com as escolas onde leccionavam”, justificou aquela responsável, referindo que “era importante consolidar a formação de forma sistemática e integrada”.
As acções de formação, continuou Isabel Silva, “deram mais liberdade, mais consciência e mais conhecimento aos professores, que se sentiram motivados e empenhados para adaptarem o projecto às realidades das suas escolas”. Por isso, as acções de formação foram “um passo em frente”, que permitiram os professores ficarem “mais seguros e mais motivados, permitindo ainda uma relação de proximidade e de aprofundamento”.
Para a directora do Museu D. Diogo de Sousa, com estas formações conseguiu-se “transmitir informação personalizada e os professores tiveram direito a créditos, o que acabou por ser muito gratificante para todos”.
O objectivo é, em edições futuras, “duplicar e generalizar este modelo muito mais útil para todos”, assumiu aquela responsável, defendendo a necessidade de “ajustar os conteúdos e as técnicas e olhar de forma criativa e actual”. E Isabel Silva foi peremptória: “nada neste legado está morto, já que é possível ter novos olhares e perspectivas e essa é a riqueza da nossa história”. A directora confessou “a grande alegria” que sente, quando “são os próprios intervenientes que criam as dinâmicas e que abrem outras perspectivas de trabalho e isso tem um sentido ainda mais profundo”. Por isso, o projecto espera “cada mais mais parceiros e cada vez mais dinâmicas”.
Mas a directora do museu defendeu que é necessário partir para “um modelo mais descentralizado e que dê mais visibilidade e crie dinâmicas locais”. E aquela responsável justificou: “é importante não juntar tantas crianças na final do torneio, por questões logísticas, já que há dificuldade em ter os recursos necessários, mas também porque se perdem as dinâmicas de grupo”. A ideia, avançou a directora, “é trabalhar em moldes similares de formação, animação e organização, mas com dinâmicas concelhias e com sinergias locais, fazer uma espécie de semi-finais por concelhos e fazer em Braga a grande final com menos crianças”.

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