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Braga

2018-01-21 às 14h10

José Paulo Silva

Ex-militares da Armada conviveram ontem em Braga. Destacaram a importância que a formação do serviço militar teve nos seus percursos profissionais

Cerca de duas centenas de ex-militares encontraram-se ontem em Braga no 49º convívio da Escola da Armada de Janeiro de 1969. Uma celebração eucarística no Santuário do Sameiro e um almoço e tarde de convívio na freguesia de Tebosa preencheram o programa do encontro que juntou marinheiros de todos os pontos do País.
Domingos Barbosa, um dos promotores da confraternização dos denominados Filhos da Escola da Armada, destacou a importância que teve a carreira militar na formação escolar e profissional de muitos que prestaram serviço na Marinha nas décadas de 60 e 70 do ano passado.
A escolaridade e a literacia política de todos nós era básica, ao nível da quarta classe. Operários, agricultores e outras actividades de baixo nível cultural e profissional era o universo desta gente e da esmagadora maioria dos portugueses, recorda este empresário, actualmente presidente da Associação Comercial de Braga
É aqui que a Marinha ganha importância nas nossas vidas. Pelas oportunidades que nos deu, conquistou o nosso afecto, o entusiasmo e o carinho com que ainda hoje falamos dela, adianta este elemento da Escola da Armada de 1969.
Os participantes no encontro de ontem relevaram os cursos técnicos muito exigentes que a Marinha portuguesa proporcionava, contribuindo assim para muitas saídas profissionais na vida civil.
Para aproveitar as competências adquiridas, a Marinha proporcionava a quem quisesse, em regime nocturno e sem custos, continuar os estudos no liceu particular, na base do Alfeite, referiu Domingos Barbosa, concluindo assim que a vida e o futuro para muitos transmontanos, beirões, alentejanos algarvios e minhotos sofreu uma forte mudança qualitativa, social e profissional em todos os aspectos.
Muitos desses antigos marinheiros são hoje licenciados em várias áreas académicas.
O reconhecimento à Marinha de Guerra que lhes deu formação é unânime entre os Filhos da Escola da Armada, apesar do contexto político e social da época em que em muitos cumpriram o serviço militar.
Era o regime de ditadura e da guerra colonial e ao serviço militar ninguém faltava, lembra Domingos Barbosa, sendo que as escolhas para escapar á guerra eram poucas e algumas de alto risco.
A ida à tropa era, por isso mesmo, uma obrigação cívica e patriótica mal formada e desinformada que tínhamos que cumprir, acrescentou-
O próximo encontro dos Filhos da Escola da Armada, em 2019, está já agendado para a cidade de Coimbra.

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