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“Ficou escrito que em 2021 voltamos a ter Campeonato Europeu de Montanha”

Desporto

2020-01-15 às 06h00

Rui Serapicos Rui Serapicos

Rogério Peixoto, presidente do CAM?- Clube Automóvel do Minho foi ao Fórum Desporto esclarecer a opção pelo FIA Hill Climb Masters, prova que promete ser um dos acontecimentos maiores em Braga no ano 2020, abdicando este ano da realização da Rampa da Falperra, pontuável para o Campeonato Europeu de Montanha. Mas é para voltar em 2021. “Ficou escrito “, garante.

“Ficou tudo escrito na FIA, e negociado por mim, para que em 2021 nós tenhamos a Falperra no Campeonato Europeu”, disse o presidente do CAM, Rogério Peixoto.
Procurando esclarecer dúvidas apontadas numa primeira fase que, uma vez fora de Braga, o Europeu de Montanha (em Portugal vai ser disputado este ano na Rampa de Boticas) esta prova não voltaria, o presidente do CAM comenta que “só algum tipo de comunicação social que sonha tirar a Rampa da Falperra do Europeu é que dá esse tipo e notícias. É pena que não falem connosco antes de as colocarem, porque as coisas seriam devidamente esclarecidas”.
Em Braga no mês de Outubro, vão estar representadas, segundo critérios de regularidade e não tanto em velocidade, selecções nacionais. É previsível a presença em prova de pilotos bracarenses, como José Correia.
“A gente espera que sim”, diz Rogério Peixoto.
“José Correia é o nosso campeão, pessoa pela qual temos um apreço enorme. Além de piloto é um grande amigo e para que ele não estivesse presente na Rampa da Falperra teria que não correr mais o Campeonato de Portugal de Montanha”, acrescenta.

O presidente do CAM?realça que a entrada no FIA?Hill Climb é restritiva em acesso de pilotos. “Só os melhores dos melhores é que terão acesso e não me passa pela cabeça que o José Correia não fique classificado entre os cinco primeiros do grupo dele. Ele evolui cada vez mais na condução do seu Osella e contamos que seja um piloto a discutir a primeira posição, mas nem sequer tem que ficar na primeira posição para estar presente”.
Além disso, acrescenta, “se por acaso isso acontecesse, como co-organizadores, nós temos os chamados wild-cards, que poderemos usar para convidar um ou outro piloto.”
Infelizmente, prossegue, “não podemos ter todos os do Campeonato Nacional de Montanha, não podemos ter os pilotos da Regional, mas as pessoas têm que compreender. É um ano e todos vamos lucrar, a Falperra vai ser ainda mais conhecida do que já é a nível europeu. Isto vai ser uma grande festa a nível internacional. Vai tornar a Rampa mais capaz e mais conhecida”.

“Só se não estivesse bom do meu juízo iria conseguir uma prova deste tipo, prescindindo de um Campeonato Europeu de Montanha certo, todos os anos, por uma prova como o FIA Hill Climb Masters, muito importante, mas que só se faz de dois em dois anos e nunca no mesmo local da Europa”, salienta.
Adiante, explica circunstâncias em que o Hill Climb Masters foi atribuído a Braga: “eu não apresentei candidatura para a Rampa da Falperra, eu apresentei-a para a Rampa de Boticas. A ideia não foi nossa, a FIA nunca atribui a co-organização do FIA Hill Climb Masters a um clube que faça parte do Campeonato da Europa e nós fazíamos parte do Campeonato da Europa”.

“Ao fazermos o FIA Hill Climb Masters, podíamos pensar fazer a Rampa da Falperra em Maio e o FIA Hill Climb Masters em Outubro. Só depois de os campeonatos terminarem é que se pode fazer o FIA Hill Climb Masters”, prossegue, adiantando que é uma prova “só de campeões, ou dos melhores dos melhores. Por isso apresentei a Rampa para Boticas. Na altura, os comissários europeus da FIA vieram aí na altura da Rampa da Falperra. Vieram mais dois elementos do que o habitual. Foram inspeccionar Boticas e foram fazer os seus relatórios. No mês de Agosto, quando eu estava de férias, é que me ligaram da FIA, a dizer que gostaram do traçado de Boticas, que achavam a prova muito interessante, com um traçado interessante, bom piso, mas achavam que as infra-estruturas seriam insuficientes para o êxito que eles pretendem do Hill Climb Masters. Capacidade hoteleira, estabelecimentos de saúde, público, história. Ligaram-me e disseram: gostámos daquilo, mas para um evento com o intuito social que é o FIA Hill Climb Masters, aquilo não parece ser adequado”.

“Vai acabar antes da Curva da Morte”

“A prova não irá acabar no sítio habitual. Está limitada em termos de extensão, não pode ter mais do que 3500 metros. Vai acabar um bocado antes da Curva da Morte. As pessoas poderão não gostar, mas vamos ter mais ou menos 3.250 metros - é o tamanho que está previsto”, revela Rogério Peixoto.
“Será mais curta, teremos de concentrar as pessoas, isso pode obrigar a redefinir zonas de público. Achamos que vamos ter uma enchente e temos de trabalhar muito bom nessa área. Vamos criar trilhos pela Falperra. As coisas terão de ser mais bem feitas. Em termos de segurança, teremos de aplicar mais rails, para que a prova decorra sem problemas”, adianta.
“Eles têm uma preocupação muito grande com a segurança. Como a prova vai ter um carácter social muito grande, a maior preocupação deles são os acidentes. Eles obrigam-nos a investir mais nessa área. É bom para nós, porque a infra-estrutura que for montada ficará para eventos seguintes. Portanto, a nossa Rampa ainda mais segura irá ficar”, salienta.

Esperados entre 100 e 150 pilotos
“Em termos quantitativos, segundo Pedro Loures, vão estar entre os 100 e os 150, de todos os países da Europa”, segundo uma estimativa de Pedro Loures, o assessor do CAM. “Na primeira prova, no Luxemburgo, estiveram cerca de 120 pilotos, depois foi na Alemanha, a segunda edição teve 140. Em Gubbio (Itália, 2018)?estiveram 170. E serão os melhores dos melhores, é a nata do automobilismo em termos de montanha”.

Estrutura mediática muito significativa

Segundo Pedro Loures, o Climb Hill Masters da FIA vai trazer a Braga uma estrutura mediática “muito significativa”. Toda a divulgação do evento será da responsabilidade da FIA, “vai ter um impacto que será estrondoso, pois esta é a prova mais prestigiante que pode haver para qualquer país, e Braga vai ter a honra de a ter aqui”. Vai ter mais projecção televisiva.
Rogério Peixoto acrescenta que em 2018 em Gubbio passados 15 dias da prova ainda circulavam imagens.
”O que fica caro não é a deslocação da equipa, é a edição do programa. Neste caso é uma edição toda da FIA. Eles deslocam dezenas de pessoas. Para trabalhar isto. Ainda não sabemos, mas penso que será mais fácil acoplar um pacote de televisão do que se fossemos nós a fazer a edição. Isso pode ser avaliado posteriormente, mas não vamos ficar a perder.

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