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Festival Vaudeville Rendez-Vous é exemplo de colaboração intermunicipal

Braga

2022-06-23 às 08h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

VIII FESTIVAL internacional de circo contemporâneo, que vai decorrer entre 18 e 23 de Julho, faz do Quadrilátero Cultural (Braga, Barcelos, Famalicão e Guimarães) um exemplo da colaboração intermunicipal em prol da cultura.

Citação

Apresentado como “um exemplo de colaboração intermunicipal em prol da cultura”, o Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous está de regresso para a sua 8.ª edição, entre 18 e 23 de Julho, em Barcelos, Braga, Guimarães e Famalicão
O Mosteiro de São Martinho de Tibães foi o palco onde, ontem, foi divulgada a programação deste festival internacional de circo contemporâneo, que contempla 29 apresentações de 11 os espectáculos – dos quais cinco são estreias nacionais, duas co-produções e sete espectáculos internacionais – que vão “habitar” o espaço público das cidades que compõem o Quadrilátero Cultural minhoto.
As propostas programáticas contemplam, ainda, quatro oficinas de criação – dirigidas a públicos específicos de cada cidade –, uma masterclass para estudantes, profissionais ou, simplesmente, curiosos, das artes performativas, e, também, uma sessão de pitching.
Bruno Martins, um dos responsáveis pela programação do festival, salientou que a esta edição assume como principal objectivo reflectir sobre o grande palco que acolhe as suas criações: o espaço público.
“A edição de 2022 fica, assim, marcada pela recuperação da relação aberta com este espaço e pela promoção da itinerância pelas diferentes cidades envolvidas, que procura surpreender com o olhar diferente que os outros têm do território que habitamos quotidianamente”, evidenciou.
A apresentação contou com os responsáveis pelos pelouros da Cultura dos Municípios do Quadrilátero Urbano, concretamente Maria Elisa Braga (Barcelos), Paulo Silva (Guimarães), Pedro Oliveira (Famalicão) e Ricardo Rio (Braga).
Precisamente o autarca bracarense destacou que o Festival Vaudeville Rendez-Vous “é um excelente exemplo de colaboração entre quatro municípios numa área tão crucial como é a Cultura”.
“Braga, Barcelos, Guimarães e Famalicão, unem-se na partilha de recursos, alinham programações e corporizam o compromisso com o eclectismo cultural, com a diversidade e com a promoção de diversas manifestações artísticas, colocando as cidades no centro do desenvolvimento da arte”, acrescentando, lembrando que o Festival Vaudeville Rendez-Vous já foi agraciado com o Prémio de Colaboração Intermunicipal, no âmbito da UM-Cidades, uma iniciativa de âmbito nacional dinamizada pela Universidade do Minho.
Ricardo Rio destacou ainda o excelente trabalho da Cooperativa Cultural Teatro da Didascália, que “tem contribuído para o desenvolvimento de públicos na região e, simultaneamente, para o fortalecimento da coesão do nosso território”.
Paulo Silva, vereador da Cultura de Guimarães, lembrou que a cultura constitui um factor de união no Quadrilátero, realçando que “as rivalidades de outros tempos” deixaram de existir e que “a cooperação” é o caminho para o desenvolvimento.
O vereador vimaranense realçou ainda a importância deste festival do ponto de vista da promoção turística, uma vez que vai acontecer numa altura em que as cidades se enchem de visitantes. Esta é, assim, uma oportunidade para quem nos visita ser surpreendido com “uma programação artística de vanguarda e que ousa pensar diferente”.
Já o vereador Pedro Oliveira, lembrou as origens famalicenses do Vaudeville Rendez-Vous e destacou que, no caso concreto de Famalicão, este Festival terá a particularidade de ter como palco o renovado centro da cidade, uma vez que as obras em curso estão em fase de conclusão. Além de ter destacado a importância da companhia de Teatro da Didascália, responsável pela direcção artística e organização do festival, referiu que este projecto evidencia a aposta destes município “na valorização do património histórico-cultural”.
Elisa Braga, a vereadora de Barcelos, destacou o facto de este ser um festival que faz com que as pessoas “tropecem na cultura”, o que é particularmente interessante em Barcelos “que é cidade criativa da Unesco pelo artesanato”. Ainda no caso de Barcelos, lembrou que a cidade está no epicentro do Caminho Português de Santiago, pelo que este festival vai dar oportunidade aos pereginos, das mais diversas origens, de “dar de frente com este tipo de espectáculos” na rua.

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