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Festa do Alvarinho convida a “experiência única” ao sabor dos vinhos e da gastronomia
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Festa do Alvarinho convida a “experiência única” ao sabor dos vinhos e da gastronomia

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Festa do Alvarinho convida a “experiência única” ao sabor dos vinhos e da gastronomia

Alto Minho

2021-05-16 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Melgaço mantém a tradicional Festa do Alvarinho e do Fumeiro, que este ano se repartiu por dois fins-de-semana, terminando hoje, propondo aos visitantes a apreciação das duas melhores iguarias: os vinhos verdes de excelência e a gastronomia minhota.

Melgaço está de portas abertas com a Festa do Alvarinho e do Fumeiro 2021, que decorre até hoje à noite, com um Mercado Central com venda de vinhos e produtos regionais, no Largo Hermenegildo Solheiro, mas que tem muito mais para oferecer aos visitantes, desde a harmonização com vinhos de alvarinho nos restaurantes locais, a visitas às adegas dos produtores de vinho e aos espaços dos produtores de fumeiro e dos produtos regionais até à venda online dos vinhos e produtos através da plataforma da ‘Revista dos Vinhos’, em www.onwine.pt, que oferece 10% de desconto nos vinhos seleccionados durante este mês e entregas grátis em Portugal Continental para compras acima dos 30 euros.

Este ano, devido à pandemia de Covid-19, a tradicional Festa do Alvarinho e do Fumeiro de Melgaço repartiu-se por dois fins-de-semana, de forma a evitar um maior ajuntamento de pessoas, mas garantindo a melhor promoção dos vinhos produzidos na sub-região de Monção e Melgaço.
Notando o facto de o Município de Melgaço ostentar este ano o ‘selo’ de ‘Destino Gastronómico 2021’, Manoel Baptista, presidente da Câmara Municipal de Melgaço, convida os visitantes a aproveitar a oportunidade para hoje mesmo (último dia do evento) “vivenciar uma experiência no território” ao sabor das suas iguarias gastronómicas e, sobretudo, degustando os melhores néctares produzidos na sub-região dos vinhos verdes do Alto Minho, incluindo nesta experiência a possibilidade de uma visita aos próprios produtores de vinho locais, que “estão de portas abertas” para receber os visitantes.

Para além dos vinhos ímpares produzidos na sub-região de Monção e Melgaço, o certame propõe ainda aos consumidores e visitantes os seus melhores produtos de fumeiro. “O fumeiro de Melgaço é reconhecido pela sua grande qualidade, desde o presunto, ao chouriço, à chouriça de cebola, entre outros, os queijos de cabra, as compotas, à broa de milho regional”, indicou ao jornal ‘Correio do Minho’ o autarca melgacense, apontando que quem não tiver oportunidade de visitar a festa do Vinho Alvarinho e do Fumeiro de Melgaço para adquirir os seus produtos através da plataforma online disponibilizada pela ‘Revista de Vinhos’.

Quanto à última produção vinícola da sub-região de Monção e Melgaço e face à pandemia, o autarca Manoel Baptista realça que “os nossos produtores foram audazes e criativos e conseguiram resistir ao ano difícil de 2020, em que julgo que a maioria ultrapassou as dificuldades com boas vendas, conseguindo reduzir bastante as quebras de previsão catastrófica no início do ano”.
O edil melgacense indica que a restauração também “se aguentou”, sobretudo com a reabertura em Maio até Outubro e os vinhos tiveram um ano extraordinário nas exportações e em que muitos produtores com presença no mercado externo, embora não todos, conseguiram compensar com as exportações as dificuldades registados ao nível do mercado interno”.

“Marca da sustentabilidade é uma grande mais-valia”

Manoel Baptista, presidente da Câmara Municipal de Melgaço, saúda a iniciativa da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, que está a lançar as bases para implementar uma ‘Estratégia de Sustentabilidade parava Região dos Vinhos Verdes’.
“O facto de a marca da sustentabilidade estar presente em todos os produtos da Região dos Vinhos Verdes, e também nos produtos da sub-região de Monção e Melgaço, é, sem dúvida, uma grande mais-valia porque, hoje, mais do que nunca, essa marca da sustentabilidade agrada aos mercados e acaba por abrir também novos horizontes aos nossos produtores”.
“Esta é uma iniciativa da CVRVV de saudar e certamente que os produtores estarão abertos a agarrar essa marca de sustentabilidade que a região está a implementar”, destacou o edil, sublinhando a potenciação dos produtos sustentáveis e dos sub-produtos”. A ‘Soalheiro’, por exemplo, tem uma parceria com a empresa ‘Tintex Textiles’, sita em V. N. Cerveira, para valorizar o sub-produto ‘bagaço’, incorporando-o nos têxteis já produzidos de cariz sustentável.

CVRVV avança com inquérito e entrevistas a operadores económicos da Região dos Vinhos

A Comissão de Viticultura da região dos Vinhos Verdes (CVR- VV) prepara-se para avançar já este mês com um inquérito e entrevistas no terreno a todos os agentes envolvidos na cadeia de produção e distribuição do vinho verde, no sentido de perceber junto deles como podem fazer a sua aposta na sustentabilidade dos seus produtos e serviços.
É precisamente a partir das ideias dos operadores que a comissão vai desenhar a ‘Estratégia de Sustentabilidade para a Região dos Vinhos Verdes’ com o objectivo de, até ao final do ano, ter já centenas de agentes a cumprir com o referencial de sustentabilidade que o mercado está já a exigir.

Depois do trabalho de caracterização da Região dos Vinhos Verdes, a CVRVV inicia já este mês o processo de auscultação de todos os agentes operadores da cadeia para delinear acções futuras, através de um inquérito disponibilizado no site, e indo ao terreno entrevistar os diferentes agentes económicos que gravitam à volta do sector da vinha e do vinho.
“Já temos notado muitos exemplos práticos de valorização da biodiversidade, de manutenção da flora e fauna local e assistido a alguns projectos interessantes até da parte das autarquias ao nível da manutenção de alguns sistemas de condução antigos que ambientalmente poderão ajudar a fixar pessoas locais, mas claro que estas medidas têm também que ter acompanhamento nas áreas económica e social”, assinala Rui Madeira Pinto, da CVRVV e coordenador da ‘Estratégia de Sustentabilidade para a Região dos Vinhos Verdes’.

O objectivo é aferir “o nível de desempenho” das práticas de sustentabilidade já iniciadas por parte de alguns operadores da região; perceber quais são as necessidades a este nível e definir quais as prioridades, apostando depois na fase da implementação.
A CVRVV espera que no final do ano sejam centenas a ter adoptado “boas práticas”, a fim de que o valor da sustentabilidade seja integrado na estratégia de marketing e promoção da Região dos Vinhos Verdes.

“Temos que desenhar um plano útil e que traga mais-valia aos agentes”

“Temos que ser capazes de desenhar um plano de sustentabilidade útil, credível, reconhecido no mercado e que traga uma mais-valia para todos os agentes que operam na Região dos Vinhos Verdes”. É para esta nova missão que aponta a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes. “Queremos que toda a gente entre no comboio da sustentabilidade que parte agora porque o mercado nacional e internacional vai exigindo também cada vez mais esta estratégia de sustentabilidade ambiental, económica e social, não só por necessidades económicas, mas também para responder aos desejos de uma sociedade com mais preocupações ambientais”, indica Rui Madeira Pinto, coordenador da ‘Estratégia de Sustentabilidade’, iniciada pela ‘mão’ CVRVV e da AgroGes.
“É esta a nossa aposta e é este convite que fazemos a todos os agentes económicos da Região do Vinhos Verdes, no sentido de que apanhem também este comboio da sustentabilidade, que é um projecto que deve envolver toda a gente e que acrescenta valor ao universo da viticultura”.

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