Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Fernanda Matos, a eterna 'Teresinha' de Aniki Bóbó, apresenta filme na Casa do Professor
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Fernanda Matos, a eterna 'Teresinha' de Aniki Bóbó, apresenta filme na Casa do Professor

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Braga

2013-12-14 às 22h02

Redacção

Fernanda Matos, a eterna “Teresinha” de Aniki Bobó, esteve ontem, dia 13 de dezembro, na Casa do Professor a apresentar o filme Aniki Bobó, em mais uma sessão de cinema realizada pela Clarabóia (a agenda cultural da Casa do Professor), em colaboração com o Cineclube Aurélio da Paz dos Reis.

Fernanda Matos, a eterna “Teresinha” de Aniki Bobó, esteve ontem, dia 13 de dezembro, na Casa do Professor a apresentar o filme Aniki Bobó, em mais uma sessão de cinema realizada pela Clarabóia (a agenda cultural da Casa do Professor), em colaboração com o Cineclube Aurélio da Paz dos Reis.

Antes do início da sessão, a doce “Teresinha”, agora com 82 anos, partilhou alguns episódios de bastidores, bem como a forma como o filme foi recebido na época: “Foi considerado um filme imoral e subversivo”. E, demonstrando o seu permanente bom humor, conclui, sorrindo: “E eu fiz parte dessa imoralidade e ainda bem!”.

No final da sessão Fernanda Matos fez questão de comentar o filme “com alguém especial”, chamando uma das crianças presentes na plateia. Quis saber o que o menino achara do filme, revelando que gostava sempre de saber a opinião das crianças que vêm o filme, fazendo o mesmo com os seus bisnetos.

O público presente não se coibiu de lhe fazer perguntas e ela de responder. À pergunta se tinha alguma experiência de filmagens antes de fazer o Aniki Bóbó Fernanda Matos respondeu que, como filha de uma professora que adorava récitas, já fazia algumas antes do filme e que seria por isso que a escolheram. Contou ainda que o realizador Manoel de Oliveira tinha sido muito carinhoso, dedicado e paciente com todas as crianças do filme: “ Manoel de Oliveira é um génio. Aniki Bobó está considerado como o único clássico do filme português! O Manoel de Oliveira não me pagou em dinheiro, deu-me uma boneca. Não a do filme! Uma outra que não era mais bonita do que muitas outras que já tinha, mas deu-me uma herança para a vida.”

À inevitável pergunta “Gostou mais do Carlitos ou do Eduardo?” Prontamente, com um ar maroto, revelou: “Eu devia gostar mais do Carlitos, mas era do Eduardo que mais gostava”, rindo, com gosto, perante as gargalhadas da plateia.

Sobre esta herança de ser a “eterna Teresinha”, Fernanda Matos afirma que adora ser a “Teresinha” e que é uma honra ter a possibilidade de falar com tantas pessoas e partilhar a sua experiência de ser protagonista de um dos maiores filmes do cinema português.

No final da noite, já o relógio marcava a uma da manhã e sem sinais de cansaço, Fernanda Matos foi convidada a assinar o Livro de Honra da Casa do Professor, afirmando que gostara imenso da associação: “uma casa muito agradável e acolhedora”. A Casa do Professor agradeceu a sua presença, expressando a enorme honra que foi recebê-la e reforçando que a Casa estará sempre de braços abertos para a receber.

*** Nota da Casa do Professor ***

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