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Fecho de fronteiras “não pode ser solução”

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Fecho de fronteiras “não pode ser solução”

Alto Minho

2020-09-18 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Eixo Atlântico, Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho e autarcas vêem com “apreensão” um eventual novo fecho das fronteiras. Todos defendem reforço de medidas preventivas, mas nunca o encerramento das travessias.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, vai hoje abordar a evolução da pandemia de Covid-19 em Portugal e Espanha com a homóloga espanhola. Eixo Atlântico, Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho e autarcas mostram-se “apreensivos”, defendendo que um eventual novo encerramento das fronteiras “não é solução”.
O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoan Mão, considerou não existirem motivos que justifiquem um novo encerramento de fronteiras entre Portugal e Espanha, defendendo antes um reforço das medidas preventivas da doença de Covid-19. “Não vejo que a situação actual da pandemia de covid-19 nos dois países justifique o encerramento de fronteiras. Há um aumento do número de casos de infecção nos dois países, mas não está a pôr em risco os hospitais, nem as Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). Por outro lado, também não está a registar-se um aumento do número de mortes como aconteceu durante o período de confinamento, quando foram repostas as fronteiras”, afirmou o responsável.

A propósito de uma eventual nova limitação à mobilidade entre os dois países, no âmbito da avaliação à evolução da Covid-19 que os governos dos dois países vão fazer hoje, o secretário-geral da associação transfron- teiriça explicou que a evolução da doença na Galiza “está a ser vivida com normalidade” e adiantou “não estar em cima da mesa novo confinamento”. “Tanto quanto sei, em Portugal esse cenário também não está em cima da mesa. A subida do número de casos da doença está relacionada com o período de férias, mas a situação sanitária está longe de ser aquela que motivou o confinamento em Março”, sublinhou.
Xoan Mao defendeu a necessidade de “serem reforçadas as medidas de prevenção da doença”. “Há que reforçar e muito as medidas de prevenção, que foram um pouco esquecidas durante o período de férias, mas não vejo motivos para novo encerramento das fronteiras. Se isso acontecesse seria um autêntico desastre financeiro”, referiu.

Também o director do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho acredita que um novo encerramento de fronteiras entre Portugal e Espanha “não resolve” a propagação do novo coronavírus e representaria “um duro golpe para a economia transfronteiriça”.
Fernando Nogueira admitiu que “há outras formas mais eficazes para conter e suster a propagação do novo coronavírus”.
“A confirmar-se um novo encerramento de fronteiras, será um duro golpe para a economia de fronteira e mais um contratempo nas relações transfronteiriças”, confirmou o também presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira.
Constituído em Fevereiro de 2018 e com sede em Valença, no distrito de Viana do Castelo, o AECT Rio Minho abrange um total de 26 concelhos (os 10 municípios do distrito de Viana do Castelo que compõe a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e 16 concelhos galegos da província de Pontevedra.

De destacar que em Junho, o AECT do Rio Minho liderou vários protestos realizados nas pontes internacionais que ligam os municípios do Norte de Portugal e da Galiza exigindo a reabertura total das fronteiras entre os dois países, que estiveram fechadas entre Março e Junho.
De acordo com dados recentes do Observatório Transfronteiriço Espanha-Portugal, dos 60 pontos existentes entre ambos os países, os de Valença-Tui, Cerveira-Tomiño e Monção-Salvaterra do Minho estão entre os seis com maior fluxo de tráfego transfronteiriço, somando, entre as três, mais do 50% do trânsito de veículos.

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