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Famalicão: Agricultura tem futuro se houver escoamento
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Famalicão: Agricultura tem futuro se houver escoamento

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Famalicão: Agricultura tem futuro se houver escoamento

Vale do Ave

2012-11-24 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

O passado, presente e futuro da agricultura está em debate em Famalicão nos ‘Encontros de Outono’ e que hoje têm como convidado o ex-ministro da Agricultura, Arlindo Cunha.

“Se há uma ideia que hoje é consensual entre todos os portugueses é, sem dúvida, a necessidade de uma aposta forte na agricultura”, defendeu ontem Armindo Costa, presidente da câmara famalicense, na abertura dos ‘Encontros de Outono 2012’, que debatem até hoje o estado passado, presente e futuro do sector e onde afirmou que Famalicão é “a cidade da Cultura e do Conhecimento que ambicionámos”.

O autarca chamou a atenção para a pertinência do debate sobre a agricultura portuguesa, considerando que se trata de um sector agora ressurgido com a crise económica que o país atravessa, assinalando que todos os especialistas e políticos “reconhecem a sua importância”, prometendo sempre dar-lhe prioridade nas suas acções e governações.

Armindo Costa analisou que “Portugal sempre foi uma país agrícola”, mas advertiu para o problema do sector na actualidade é o facto de “sermos o país agricolamente mais envelhecido da União Europeia (com a maioria dos agricultores com mais de 65 anos)”.

Nestes ‘Encontros de Outono’ de Famalicão, organizados pela câmara famalicense e pelo Museu Bernardino Machado, o responsável deste, Norberto Cunha, alertou que “a sociedade de consumo tem os dias contados” e que, por isso, urge encontrar outros caminhos para a sustentabilidade humana, apenas com “ o essencial” - onde a agricultura volte a ganhar o espaço que merece.

Aurélio de Oliveira, catedátrico jubilado da Universidade do Porto, foi o primeiro orador convidado a falar nos ‘Encontros’, onde defendeu, também, o retorno ao sector primário, pois considera que, ao contrário do que muitos dizem, Portugal tem condições para a prática agrícola.
No seu entendimento faltam é outras dinâmicas de escoamento dos produtos, que permitam o retorno para quem investe. É isso que os jovens agricultores esperam, senão continuará a ser um sector votado ao abandono.

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