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Faltou investir na educação
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Faltou investir na educação

Vale do Ave

2011-11-26 às 06h00

Rui Serapicos Rui Serapicos

A escassez de investimento na educação pautou, ontem, intervenções nos Encontros de Outono 2011, que decorrem em Famalicão, na Casa das Artes, sobre o tema ‘A política dos melhoramentos materiais em Portugal. Da Regeneração ao Século XXI’.

Citação

Era o governo de Durão Barroso (2002-2004), o país estava à beira da recessão, o plano de estradas era do ministro Valente de Oliveira — inspirado no modelo ‘Keynesiano’ e David Justino tutelava a pasta da Educação. Ontem, em Famalicão, nos Encontros de Outono que decorrem na Casa das Artes, volvida quase uma década, a culminar uma intervenção sobre ‘Progresso e Modernidade — ideologia e política em torno dos melhoramentos materiais: do Fontismo aos nossos dias’, David Justino, na pele de docente do Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, evocou a derrota da educação em conselho de ministros.

Os desequilíbrios nas contas públicas por empréstimos para pagar obras materiais e falta de meios para a instrução foi mesmo o tom das primeiras intervenções. No século XIX já se gastava, em estradas, mais do que se produzia. Num país sem recursos financeiros, prevaleciam as expectativas de um progresso inevitável e irreversível e a ilusão de modernidade.

Em contraponto a esta tendência, expressavam-se vultos da cultura como Alexandre Herculano, para quem era um erro descurar o melhoramento social, cultural e moral. Foi nesta linha que David Justino, o primeiro conferencista, numa alusão à actualidade, lembrou a condição de ministro da Educação do XV governo constitucional que, à entrada do século XXI, rebateu um plano de investimentos em rede viária, propondo em alternativa a afectação de recursos financeiros na melhoria do parque escolar. Sem êxito.

O ex-governante citou um excerto do Relatório e Propostas da Fazenda de 1911, de Anselmo de Andrade: “É de uma grande monotonia a nossa história financeira (...) gasta-se mais do que se tem, fazemos défice e pagamos tudo com empréstimos”.
A ideia da política das obras públicas conhecida por “Fontismo”, que marcou a segunda metade do sécuo XIX, é anterior ao próprio exercício político de Fontes Pereira de Melo, sustentou.
Já este conferencista havia concluído quando chegaram, ainda para se sentar no auditório, alguns dos vultos maiores da história contemporânea, como Fernando Rosas e Fernanda Rollo.

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