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Falta formação específica para cuidadores de idosos
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Falta formação específica para cuidadores de idosos

Braga

2021-10-14 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Centro Social Paroquial de Sobreposta promove as segundas jornadas sobre envelhecimento. Formação de cuidadores foi o foco do primeiro dia de debate e troca de experiências.

Mais de metade do pessoal auxiliar e técnico que trabalha em instituições de solidariedade social nunca teve formação específica nas áreas da geriatria e gerontologia, revelou ontem Afonso Pimentel, presidente da Via Hominis, uma cooperativa que trabalha na investigação, desenvolvimento e implementação de soluções naquelas áreas.
Aconstatação foi apresentada no primeiro dia das jornadas ‘Envelhecer... e Depois?’, promovidas pelo Centro Social Paroquial de Sobreposta, subordinado à temática “Do Cuidador ao Cuidado’.
Os dados avançados por Afonso Pimental resultam de um levantamento que a Via Hominis está a realizar sobre as competências dos profissionais que trabalham no acolhimento e assistência da pessoa idosa.
No primeiro debate das jornadas ‘Envelhecer... e Depois’, Roberto Mariz, presidente da União Distrital de Braga das Instituições Particulares de Solidariedade Social, reconheceu a carência de formação específica nas áreas geriátrica e gerontológica, mas adiantou que também há muito a fazer neste domínio pelos cuidadores informais.
“Que a fatalidade de ser idosonão seja vista como um calvário de final de vida, que seja uma fase harmoniosa nas circunstâncias”, defendeu aquele sacerdote, que vê no potenciar da espiritualidade “um ganho humanizador de vida” para os idosos que estão institucionalizados.
Mafalda Duarte, presidente do ISAVE -?Instituto Superior de Saúde, reconheceu, no debate de ontem, que os planos de estudos dos cursos de tecnologias da saúde ainda não contemplam “uma área curricular de geriatria”, o que, na sua opinião, “é um paradoxo”, uma vez que enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais desta área terão “uma grande probabilidade de trabalhar com pessoas idosas”, atendendo ao aumento da longevidade da nossa população.
“A perspectiva de que não vale a pena investir na saúde dos mais idosos é errada”, defendeu esta psicóloga, dando conta do interesse do ISAVE em “desenvolver trabalhos de investigação na área do envelhecimento”.
Ana Catarina Meireles, médica de assistência clínica em estru-turas residenciais de pessoas idosas, defendeu a formação de profissionais e de cuidadores informais como “uma demanda ética a responder”, reconhecendo a dificuldades que as instituições sociais têm em chegar aos cuidadores informais.
Daniela Oliveira, directora técnica do Centro Social Paroquial de Sobreposta, admitiu também que os “cuidadores informais estão excluídos de qualquer rede de apoio”.
As jornadas ‘Envelhecer... e Depois?’ prosseguem até amanhã em formato online, contando com 39 instituições e 667 particulares inscritos. A promoção da saúde mental do cuidador é o tema hoje em análise, estando o último dia reservado à discussão de estratégias de relação entre cuidador e cuidado.

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