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Falta de testes deturpa números sobre infectados com Covid-19

Braga

2020-04-07 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Estão a ser agendados apenas para depois de 20 Abril testes de rastreio à Covid-19 no concelho. Ricardo Rio denuncia falta de capacidade que deturpa o retrato oficial de Braga na pandemia.

Ricardo Rio reafirmou ontem que os números oficiais sobre infectados com Covid-19 divulgados pela Direcção Geral de Saúde (DGS) estão “deturpados” no que ao concelho de Braga diz respeito. O presidente da Câmara acredita que o número de casos Covid-19 é muito superior ao identificado, uma situação que decorre da falta de testes para aplicar à população.
“Existe uma insuficiência de meios para testar a população em geral. Temos eco de munícipes que têm os testes agendados para depois de 20 de Abril, seja marcação feita via SNS 24 seja através do ACES”, alertou o autarca, no decorrer da reunião de câmara, que decorreu ontem por videoconferência, e onde traçou um ponto da situação no concelho.

A insuficiência de testes é “geral e claríssima”, alertou Rio, explicando que a autarquia bracarense tem tentado encontrar resposta, junto de diversos laboratórios, para realizar mais testes no concelho, nas sem sucesso. “Não há materiais, nem condições para a realização desses testes e não é por acaso que as três Comunidade Intermunicipais (CIM) do norte do país, Cávado, Ave e Alto Minho, tenham lançado um apelo para que o número de testes para este território seja claramente superior”, disse o edil.
Ricardo Rio reconheceu que a situação é particularmente grave no caso das estruturas residências para idosos, onde a propagação do coronavírus tem sido muito maior.
O edil referiu que dos perto de 400 infectados que o concelho de Braga registava ontem, mais de 25 % estão ligados a lares: 60 são utentes e 40 são funcionários.

O presidente da Câmara recordou que a autarquia se disponibilizou para custear os testes em todos os lares, mas até hoje apenas forma realizados 400 testes “porque não tem havido capacidade para realizar mais”, apesar dos esforços para “encaixar” mais testes no centro de rastreio Covid-19 que o município criou no Altice Forum Braga e também através do Hospital de Braga.
O edil espera que esse cenário possa ser alterado com a aplicação de testes desenvolvidos pela Universidade do Minho, e que aguardam certificação.
Ainda no que aos idosos diz respeito, Ricardo Rio referiu que dos 20 óbitos por Covid-19 registados no concelho de Braga, dez referem-se a utentes de lares de idosos.

Para o presidente da câmara é “urgente” triar/testar ao máximo as estruturas de idosos para se proceder à separação entre os que estão infectados e os que não estão, sendo que “estar infectado não é um estigma. Não pode é contactar com quem não esteja infectado para não propagar o vírus”.
E é para que evitar que essa propagação aconteça que estão a ser desenvolvidas soluções que passam pela criação de estruturas de retaguarda, a primeira das quais entra hoje em funcionamento na residência universitário Carlos Lloyd Braga, cedida pela Universidade do Minho e que vai acolher seniores testados e que deram negativo.

“Estamos também a tentar criar estruturas de segregação para testes positivos que não carecem de cuidados hospitalares”, referiu realçando que esta é uma matéria que tem de contar também com intervenção da Segurança Social, entidade que tutela os lares.
Algumas unidade hoteleiras, como o Hotel do Lago e a Albergaria do Sameiro, já se disponibilizaram para acolher utentes de lares. Devem surgir outras, até porque acaba ser lançado, a nível de administração central, um programa para custear a 50 euros/noite a permanência em unidades de hoteleiras dos utentes dos lares. Nestas respostas o mais complicado será resolver a questão dos recursos humanos que exigem não só voluntariado, mas também recursos profissionais.

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