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Exposição das Comemorações dos 100 anos da Travessia Aérea do Atlântico Sul destaca “glória” de feito português
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Exposição das Comemorações dos 100 anos da Travessia Aérea do Atlântico Sul destaca “glória” de feito português

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Exposição das Comemorações dos 100 anos da Travessia Aérea do Atlântico Sul destaca “glória” de feito português

Alto Minho

2022-06-22 às 14h14

Redacção Redacção

Ainda neste âmbito comemorativo do notável feito português alcançado por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, no próximo domingo, dia 26 de junho, às 18h00, a Praça da República acolhe um Concerto da Banda da Armada, numa organização da Marinha Portuguesa – Estado Maior da Armada que conta com o apoio do Município.

Citação

Foi inaugurada, nos Antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo, a Exposição Itinerante das Comemorações dos 100 anos da Travessia Aérea do Atlântico Sul. O Presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, o Diretor do Museu de Marinha, Comodoro José Croca Favinha e o Subdiretor do Museu do Ar, Tenente-coronel Rui Rosa, marcaram presença no arranque da mostra que fica patente no rés-do-chão do edifício até dia 03 de julho.
Ainda neste âmbito comemorativo do notável feito português alcançado por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, no próximo domingo, dia 26 de junho, às 18h00, a Praça da República acolhe um Concerto da Banda da Armada, numa organização da Marinha Portuguesa – Estado Maior da Armada que conta com o apoio do Município.
Na abertura da exposição, o edil vianense destacou o feito “muito relevante e de afirmação de Portugal”. “Decidimos associar-nos devido à relevância e significado desta travessia. Mesmo sendo Portugal um pequeno país, tivemos atos heroicos como este, que incluiu entrar numa aeronave e atravessar o Atlântico há cem anos”, realçou, dizendo que “temos a obrigação de reconhecer e valorizar este momento que projetou o país”.
Luís Nobre destacou a “audácia” de personalidades portuguesas que, tal como Gago Coutinho e Sacadura Cabral, foram “à procura do desconhecido, à descoberta do mundo”. “Temos obrigação de ter orgulho e de projetar estes acontecimentos”, reforçou.
“Foi um grande feito de Portugal, por dois portugueses, e esta exposição é também uma forma de mostrarmos à sociedade vianense um momento de glória do nosso país, valorizando toda a capacidade que o povo português tem tido de vencer em momentos difíceis”, realçou o responsável, assegurando que todas as escolas vianenses, de todos os níveis de ensino, vão ser desafiadas a visitar esta exposição.
Já o Diretor do Museu de Marinha, Comodoro José Croca Favinha, referiu que Viana do Castelo “é uma cidade que todos os marinheiros conhecem bem”, mostrando-se satisfeito por trazer a exposição à capital do Alto Minho. “Esta exposição itinerante quer mostrar aos portugueses como foi promovido este feito aéreo há 100 anos e tem percorrido várias cidades do país. Claro, não podíamos deixar de a trazer a Viana do Castelo, uma cidade com grande história marítima e grande ligação à Marinha”, declarou.
“Esta exposição é constituída por 18 painéis que procuram contar de forma sintética esta aventura e dá-la conhecer a quem nunca teve oportunidade de se debruçar sobre o tema, de modo a preservar a sua memória”, frisou o Diretor do Museu de Marinha.
Já Subdiretor do Museu do Ar, Tenente-coronel Rui Rosa, explicou que a exposição “está compartimentada por áreas temáticas, desde o início, a descrição dos protagonistas que são os nossos heróis, todos os momentos que antecederam a viagem, a preparação, o estudo. Depois temos a travessia propriamente dita e, no final, temos uma revista de imprensa que nos demonstra como a imprensa da altura destacou este feito”, revelou.
“Eles foram praticamente os pioneiros da aviação em Portugal, foram os pioneiros a 100% na navegação aérea e através dos conhecimentos deles muito se aprendeu nos anos vindouros”, reforço Rui Rosa.
Recorde-se que o início do projeto da Travessia Aérea do Atlântico Sul teve lugar em 1919, por ocasião da visita do Presidente do Brasil a Portugal, quando Sacadura Cabral lançou a ideia de comemorar o primeiro centenário da independência do Brasil, em 1922, realizando uma viagem aérea entre Lisboa e o Rio de Janeiro.
Para que esta esta viagem pudesse ser concretizada, era necessário criar-se um método de navegação que permitisse pilotar a aeronave com precisão sobre a imensidão do oceano. Com essa finalidade, Gago Coutinho adaptou ao Sextante um horizonte artificial e desenvolveu, em colaboração com Sacadura Cabral, o corretor de rumos, que permitia calcular graficamente o ângulo entre o eixo longitudinal da aeronave e o rumo a seguir, considerando a intensidade e direção do vento.

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