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Exposição sobre as origens da Cultura Castreja na fundação de Esposende
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Exposição sobre as origens da Cultura Castreja na fundação de Esposende

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Exposição sobre as origens da Cultura Castreja na fundação de Esposende

Cávado

2019-10-18 às 22h30

Redacção Redacção

Com base nesta realidade, a exposição IDENTIDADE(S): o Homem e o Território  Esposende nas origens da Cultura Castreja aborda questões de gestão e de ocupação do território, indissociáveis do potencial da sua envolvente, designadamente da aquisição e produção de meios de subsistência, da existência de espaços com recursos naturais, das condições de controlo e defesa dos respetivos territórios, das passagens terrestres e fluviais, bem como da navegação fluvial e marítima.

IDENTIDADE(S): o Homem e o Território  Esposende nas origens da Cultura Castreja é o mote para a exposição que hoje foi inaugurada, no Centro Interpretativo de S. Lourenço. Esta iniciativa pretende alertar para a importância do património e da cultura castreja nas origens de Esposende, incentivando, ainda, a participação da comunidade local. 
“Com esta exposição podemos tomar contacto com as exemplares formas ancestrais de ocupação do território, descobrindo elementos determinantes para o ordenamento territorial do concelho de Esposende”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira.
Por seu turno, o historiador Brochado de Almeida destacou a projeção internacional do Castro de S. Lourenço, sustentado no “excelente trabalho que é desenvolvido no Centro Interpretativo".
A fixação dos nossos antepassados em povoados situados em pontos elevados e estratégicos do vasto território que compõe o Noroeste Peninsular remonta ao período entre o final do III milénio e o final do I milénio a.C.
No atual território de Esposende, foram identificados sete castros, com origens e percursos diferentes, cuja cultura material presente em cada um deles permite catalogá-los, genericamente, como pertencentes ao universo dos castros do Noroeste Peninsular.
Com base nesta realidade, a exposição IDENTIDADE(S): o Homem e o Território  Esposende nas origens da Cultura Castreja aborda questões de gestão e de ocupação do território, indissociáveis do potencial da sua envolvente, designadamente da aquisição e produção de meios de subsistência, da existência de espaços com recursos naturais, das condições de controlo e defesa dos respetivos territórios, das passagens terrestres e fluviais, bem como da navegação fluvial e marítima.
Entre 2014 e 2018 foi registado cerca de 57 mil visitantes, incluindo alunos e participantes em atividades de Serviço Educativo, crescimento resultante do investimento que o Município de Esposende tem feito no Castro de S. Lourenço. A aquisição de terrenos permitiu requalificar o espaço envolvente à segunda linha de muralhas, com a criação de área de merendas e circuito pedonal, zonas de estacionamento, reflorestação com espécies autóctones, recuperação do muro de pedra solta para delimitação do recinto, criação de espaço informal de anfiteatro naturalizado, instalações sanitárias e ilha ecológica.
“No próximo ano, no âmbito do 5.º Centenário da 1.ª viagem de circum-navegação por Fernão de Magalhães e Sebastián del Cano, acolheremos a Conferência «Nos Passos de Magalhães» com o viajante e escritor de viagens Gonçalo Cadilhe, na Biblioteca Municipal de Esposende”, anunciou Benjamim Pereira.
No âmbito de um conjunto de atividades agendadas pela Direção Regional de Cultura do Norte, sob o tema "Circum-navegando... do local ao global", Esposende abordará a temática “Patrimónios emersos e submersos: explorar a arqueologia subaquática”, tendo como ponto de partida os trabalhos de investigação e de conservação sobre o naufrágio quinhentista de Belinho.
Na agenda dos serviços de Arqueologia e Património Cultural, para 2020, estão previstas atividades de Serviço Educativo relativas ao Património Cultural do concelho, será monitorizada a manutenção dos sítios arqueológicos do concelho, será dado novo impulso para a requalificação do Castro do Senhor dos Desamparados (Palmeira de Faro), será criado o Circuito Megalítico do Planalto de Vila Chã e valorizado o Cemitério Medieval das Barreiras (Fão), entre muitas atividades como o apoio e formação a docentes e a edição de publicações científicas.

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