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Exportações no concelho de Braga descem 32,6% nos primeiros meses de 2021
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Exportações no concelho de Braga descem 32,6% nos primeiros meses de 2021

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Exportações no concelho de Braga descem 32,6% nos primeiros meses de 2021

Economia

2021-05-10 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Foi o concelho que registou uma quebra mais expressiva face ao período homólogo de 2020. Reduções verificaram-se sobretudo no segmento das máquinas, aparelhos e materiais eléctricos e suas partes. Toda a região sofreu uma redução das exportações.

Tal como o desemprego, e após uma recuperação significativa no terceiro e quatro trimestres de 2020, o agravamento da situação sanitária provocou a redução no comércio internacional, com as exportações de bens do Norte a diminuírem 12,3% no mês de Janeiro, em especial as exportações de bens de capital e bens de consumo.
Em Janeiro de 2021, apenas as exportações do segmento de outros artefactos têxteis confeccionados, sortidos e trapos (onde se incluem as máscaras para a protecção da Covid-19) continuaram a registar uma aumento face ao período homólogo de 2020.

Na sub-região do Cávado, demonstrando que a crise pandémica tem afectado a maioria dos clusters industriais, mesmo os de maior grau tecnológico, as exportações no 4.º trimestre de 2020 observaram uma redução de 7,8% face ao mesmo período do ano transacto, invertendo a tendência de crescimento que se tinha registado do trimestre precedente. O desenvolvimento da crise pandémica do início ano novo acentuou a redução das exportações, com o valor a diminuir em 21,7% em Janeiro face ao mês homólogo de 2020. Entre os principais bens, as reduções mais acentuadas foram observadas no segmento das máquinas, aparelhos e materiais eléctricos e suas partes (-59,3%) e nos instrumentos e aparelhos de óptica, fotografia ou cinematografia (-24,4%).

O concelho de Braga, que vinha já numa trajectória de queda no final de 2020, registou uma nova redução muito expressiva de 32,6% em Janeiro face ao período homólogo de 2020.
O agravamento da situação nacional e internacional também tem vindo a afectar o dinamismo exportador de Barcelos, mas com menor intensidade, registado um decréscimo de 4,5% em Janeiro.
Na região do Ave, o início de 2021 também marcou uma inversão da tendência de crescimento das exportações, sobretudo os artefactos confeccionados, segmento que deu o forte contributo para o crescimento global das exportações da sub-região. Em Janeiro de 2021, as exportações no Ave diminuíram 6,2% face ao mesmo período de 2020, queda que resultou, sobretudo, da diminuição do segmento do calçado e do sector do vestuário.

No entanto, os principais concelhos têm-se destacado pela sua resiliência, a começar pelas exportações de Guimarães que diminuíram apenas em 1% no 4.º trimestre de 2020, após quedas mais acentuadas nos trimestres precedentes. O final de 2020 tinha sido bastante promissor não fosse a nova redução de 2,8% em Janeiro.
Em Vila Nova de Famalicão as exportações, que também tiveram uma aumento de 2,2% do 4.º trimestre - interrompendo uma tendência de queda que se observava há quatro trimestres consecutivos, registou também uma redução de 7,7% em Janeiro,
No Alto Minho, a evolução negativa no primeiro mês de 2021 resultou da queda das exportações em dois segmentos importantes para a competitividade do território, nomeadamente nas caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos e suas partes (-61,1%) e no material de transporte (-5,4%). Viana do Castelo viu as exportações caírem 19% em Janeiro, Ponte de Lima 13,9% e Vila Nova de Cerveira 11,9%.

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