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Braga

2017-11-15 às 06h00

Isabel Vilhena

Entre dez a doze portugueses morrem a cada dia, em média, por diabetes, uma doença que afecta mais de um milhão de pessoas em Portugal, segundo um relatório nacional. O documento da Direcção-geral da Saúde (DGS), divulgado ontem, no dia em que se assinalou o Dia Mundial da Diabetes, mostra que a mortalidade causada por esta doença tem vindo, ainda assim, a diminuir e que 2015 foi o ano que registou a taxa de mortalidade padronizada mais baixa, com 19,4 mortos por 100 mil habitantes.

Entre dez a doze portugueses morrem a cada dia, em média, por diabetes, uma doença que afecta mais de um milhão de pessoas em Portugal, segundo um relatório nacional.
O documento da Direcção-geral da Saúde (DGS), divulgado ontem, no dia em que se assinalou o Dia Mundial da Diabetes, mostra que a mortalidade causada por esta doença tem vindo, ainda assim, a diminuir e que 2015 foi o ano que registou a taxa de mortalidade padronizada mais baixa, com 19,4 mortos por 100 mil habitantes.

O Hospital de Braga assinalou este dia com um programa de sensibilização sobre os factores de risco e sinais de alerta da diabetes.
Olinda Marques, directora do serviço de Endocrinologia do Hospital de Braga, afirma que a prática do exercício físico é o melhor remédio para prevenir a diabetes. “A nossa população é hoje muito sedentária e começamos a ter alguns hábitos de alimentação saudável, mas o exercício é um ponto muito esque- cido e é o que permite uma manutenção a longo prazo”, afirmou Olinda Marques, acrescentando que “alimentação é muito importante, mas não dá tantos benefícios como o exercício feito de uma forma regular”.

O excesso de peso/obesidade historial de diabetes na família, pressão arterial elevada e diabetes gestacional prévia são outros factores de risco apontados pela médica.

Para Olinda Marques “prevenir é o melhor remédio, embora, no caso da diabetes tipo I, não há medidas que possam ser tomadas no sentido de prevenir o seu aparecimento uma vez que se trata de uma doença auto-imune. A diabetes tipo II é diferente, pois na maior parte dos casos está associada a hábitos de vida pouco saudáveis. Assim, é importante que se procure seguir um plano nutricional mais equilibrado e fazer exercício frequentemente”.

No caso da diabetes gestacional que, segundo a responsável pelo serviço de Endocrinologia, teve um aumento significativo nos últimos dez anos. “Na realidade, os critérios são cada vez mais apertados porque se verifica que isso é um primeiro sinal que a mulher no futuro poderá ter diabetes. O excesso de peso das grávidas é o principal factor de risco evitável, advertiu, adiantando ainda que “as crianças nascidas de uma mãe com diabetes, se não for cuidado durante a gravidez, tem uma tendência a nascer com peso elevado, o que aumenta o risco de desenvolver obesidade ou diabetes no futuro”.

Morrem por ano por diabetes entre 2 200 a 2 500 mulheres e cerca de 1 600 a 1 900 homens, o que significa mais de 4% das mortes das mulheres e de 3% nos homens.
A doença afecta mais de 13% da população portuguesa e estima-se que 44% das pessoas com diabetes esteja por diagnosticar.

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