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Braga,

Ex-trabalhadores da Grundig constituem associação
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Ex-trabalhadores da Grundig constituem associação

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Braga

2018-02-14 às 13h15

Redacção

Objectivo é apoiar os ex-funcionários que vivem situações económicas difícieis e promover o convívio entre os antigos trabalhadores.

Os ex-trabalhadores da Grundig Electrónica Portugal, Ld.ª, de Braga vão ter, em breve, uma associação. A ideia partiu de dois ex-funcionários da empresa: Manuel Carvalho e Gomes Ferreira. Os estatutos já estão em fase de elaboração, para depois serem aprovados em sede de Assembleia Geral, assim que a associação for legalmente constituída.

A ideia partiu de uma conversa de café, em que lançamos o repto aos colegas para criar uma associação de ex-trabalhadores. A malta achou bem e cá estamos nós como comissão promotora, explicou Manuel Carvalho.
A finalidade, salientou o mesmo responsável, é fazer actividades recreativas, culturais, prestar apoio jurídico e apoiar os associados que necessitem de ajuda aos mais variados níveis.

Há pessoas reformadas, ex-trabalhadores da Grundig, que não estão bem, estão a passar muitas necessidades. Têm mais de 40 anos de descontos e não têm apoios. Isso não é justo, considerou Manuel Carvalho.
Outra das finalidades é lembrar os momentos históricos da empresa em Braga, como a paralisação/greve de três dias em Fevereiro de 1972 (três anos e dois meses antes da revolução de 25 de Abril de 1974). Nessa altura os trabalhadores resistiram a todo o tipo de pressões , nomeadamente da PIDE/DGS (Polícia Internacional de Defesa do Estado/ /Direcção Geral de Segurança) e da Polícia de Choque. O resultado foi o aumento diário de 70 escudos (0,35 euros) para 110 escudos (0,55 euros), no caso dos homens, e de 40 escudos (0,20 euros) para 70 escudos (0.35 euros), no caso das mulheres. Este aumento salarial esteve na base do primeiro contrato colectivo de trabalho publicado depois de 25 de Abril de 1974. Ainda hoje há trabalhadores do complexo Grundig (Bosh e Blaupunkt) que ainda hoje beneficiam de regalias sociais devido à luta dos trabalhadores da Grundig, disse Manuel Carvalho.
Gomes Ferreira lembrou que enquanto a empresa esteve sobre adiminstração alemã (a Grundig era uma empresa multinacional com sede na Alemanha) e que havia uma boa relação entre a administração e os representantes dos trabalhadores. Era um bom exemplo nas negociações. Conseguiam-se acordos de forma muito harmoniosa.

O antigo funcionário da Grundig considerou que é importante não perder a memória deste tiopo de gestores, que criavam empregos e um bom ambiente de trabalho.
Outro dos objectivos é promover o intercâmbio com a associação de trabalhadores da Grundig AG na Alemanha.

A primeira acção física da associação vai ser encontrar um espaço para a realização de encontros e convívios, que pode passar por uma sala do edifício GNRation. O pedido deve ser apresentado dentro de dias à Câmara Municipal de Braga.

A Grundig Electrónica Portugal Ld.ª instalou-se em Braga (na rua Cidade do Porto) em 1965, chegando a empregar perto de quartro mil pessoas. Em 2003 a Grundig AG (casa-mãe sediada na Alemanha), foi comprada pela multinacional norte americana Delphy.

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