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Euro/Crise: Passos e Merkel em total sintonia mesmo na questão dos 'eurobonds'
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Euro/Crise: Passos e Merkel em total sintonia mesmo na questão dos 'eurobonds'

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Economia

2011-09-01 às 18h12

Manuel F. Costa

O primeiro-ministro português e a chanceler alemã mostraram hoje em Berlim grande sintonia de posições sobre o que deve ser feito para combater a crise na Zona Euro, incluindo na questão da emissão de ‘eurobonds’, que Berlim rejeita terminantemente.

O primeiro-ministro português e a chanceler alemã mostraram hoje em Berlim grande sintonia de posições sobre o que deve ser feito para combater a crise na Zona Euro, incluindo na questão da emissão de ‘eurobonds’, que Berlim rejeita terminantemente.

No final da primeira visita oficial de Pedro Passos Coelho a Berlim, o chefe de Governo português e a chanceler alemã Angela Merkel concordaram que o caminho a seguir neste momento para combater a crise da dívida soberana não passa pela emissão de ‘eurobonds’ (títulos de dívida pública emitidos em conjunto pelos 17 países da zona euro), que muitos têm defendido ser a melhor ou mesmo a única solução.

Depois de Merkel reafirmar categoricamente a sua oposição à ideia, afirmando que é “uma via errada pensar-se que se pode acabar com as dívidas colocando-as todas no mesmo tacho”, também Passos Coelho disse que esse não é o melhor caminho, pelo menos não no imediato.

“Acompanho em grande medida aquilo que disse a senhora Merkel. Não podemos olhar para um princípio de obrigações europeias como uma forma de resolvermos os problemas que temos agora de excesso de divida”, afirmou.

Passos Coelho sustentou que a existência de “uma espécie de tesouro europeu” pressupunha um nível de aprofundamento político da União que não é realizável a tempo, pois seria necessário alterar os tratados europeus, bem como serem revistas constituições da grande maioria dos Estados-membros.

Por outro lado, apontou, “já há um princípio de solidariedade, na medida em que são os países com melhor ‘rating’ e economias mais avançadas que estão a ajudar os países com mais dificuldades”.

Nas restantes matérias, Berlim e Lisboa também parecem estar em harmonia, tendo Merkel dado conta de Nas restantes matérias, Berlim e Lisboa também parecem estar em harmonia, tendo Merkel dado conta de “opiniões muito semelhantes sobre o que é necessário para evitar repetir os erros” que levaram à atual crise.

Também Passos reconheceu “grande similitude de pontos de vista quanto às melhores soluções para combater o risco sistémico europeu e para encontrar mecanismos de gestão de crise que sejam eficientes”.

A sintonia de posições estendeu-se à questão do resgate de Portugal, com Merkel a elogiar a bem sucedida implementação do programa de ajustamento, e Passos a agradecer a ajuda prestada pela Alemanha e a garantir que o país implementará todas as medidas com que se comprometeu.

“O primeiro-ministro elucidou-me sobre as reformas estruturais profundas que estão a ser feitas em Portugal (…) É um caminho corajoso, sabemos que não é simples e, por isso, disse também da minha parte que sempre que Portugal necessitar de ajuda vamos prestar essa ajuda”, declarou a chanceler Merkel.

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