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Braga, quinta-feira

ETAR do Vale do Este espera financiamento da União Europeia
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ETAR do Vale do Este espera financiamento da União Europeia

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Entrevistas

2018-06-04 às 06h00

José Paulo Silva

Rui Morais, presidente do conselho de administração da Agere, foi convidado do programa Da Europa para o Minho. Empresa espera financiamento europeu para nova ETAR orçada em 20 ME.

A Agere -?Empresa de Águas, Resíduos e Efluentes leva às casas dos bracarenses nove milhões de m3 de água. Idealmente, a mesma quantidade deveria ser devolvida às estações de tratamento de águas residuais (ETAR). Só que estas recebem 14 milhões de m3 de efluentes. A redução das afluências indevidas de águas residuais à rede de saneamento é, por isso, uma prioridade da administração da Agere.
Convidado do programa Da Europa para o Minho, o presidente do conselho de administração da Agere, Rui Morais, apontou como urgente reduzir a pressão sobre as ETAR do concelho, nomeadamente a de Frossos, de maior dimensão que recebe a totalidade dos esgotos da zona urbana.
Na ETAR de Frossos, a Agere investiu recentemente cerca de um milhão de euros para corrigir anomalias no seu funcionamento, nomeadamente ao nível da libertação de odores e de descargas de efluentes para o rio Torto.
Rui Morais observa que a criação de um parque industrial na envolvente da maior ETAR do concelho de Braga impede qual- quer projecto de expansão da mesma, pelo que se torna obrigatória a construção de uma infraestrutura idêntica no Vale do Este.

Projectada há alguns anos, a nova ETAR aguarda pela abertura de concurso de acesso a fundos da União Europeia que viabilizem um investimento calculado em cerca de 20 milhões de euros.
A administração da Agere tem vindo a sensibilizar o Ministério do Ambiente para a possibilidade o projecto da nova ETAR, que já tem estudo de impacto ambiental, poder ser considerado prioritário na reprogramação do actual quadro financeiro de apoio a Portugal.
Para além de aumentar significativamente a capacidade de tratamento, a divisão do caudal de esgotos produzidos no concelho e Braga pelas bacias hidrográficas do Cávado e do Ave é um dos argumentos apresentados pela administração pela empresa municipal bracarense para justificar a urgência da construção da nova ETAR.

ETA da Ponte do Bico pode vir a abastecer outros concelhos

A Estação de Tratamento de Águas (ETA) da Agere - Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga, na Ponte do Bico, tem capacidade para abastecer concelhos vizinhos como Amares ou Vila Verde. O cenário foi admitido pelo presidente do conselho de administração da empresa municipal, convidado do programa Da Europa para o Minho, emitido no passado sábado na Rádio Antena Minho.
Questionado sobre a viabilidade da integração dos sistemas de abastecimento de água na bacia do Cávado, aquele responsável considerou que essa possibilidade deveria ter sido equacionada anos atrás, antes dos grandes investimentos infraestruturais realizados pelos municípios.
Atendendo à capacidade da ETA de Braga, que trata e coloca em alta cerca de 30 milhões de litros de água por dia, Rui Morais garante que, caso venha a tornar-se necessário, aquela infraestrutura poderá vir a abastecedor outros concelhos.

No programa conduzido por Paulo Monteiro, director do Correio do Minho e Rádio Antena Minho, o administrador da Agere assegurou a quantidade e quantidade excepcionais da água captada no leito do rio Cávado, sem que tal signifique que não se deva sensibilizar a população para a poupança no consumo deste bem, cuja escassez poderá vir a representar uma factura a pagar por gerações futuras.
Rui Morais relevou as melhorias introduzidas na gestão do processo de captação e tratamento da água que é distribuída por todo o concelho de Braga, as quais permitiram reduzir, nos últimos quatro anos, em 58 por cento, as perdas de água na rede, seja por fugas nas condutas ou mesmo roubo. De uma média de 30 por cento de água não facturada registada há quatros anos, a empresa municipal fechou o último balanço com perdas de 18 por cento. São resultados fenomenais, reconhecidos a nível nacional, considerou o administrador da Agere.

A redução do volume de água não facturada valeu à Agere o prémio Tubos de Ouro 2017 - melhor acção em prol da redução das perdas de água, atribuído pela Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas.
Numa economia circular, a reutilização dos recursos é algo muito importante, porque os recursos são cada vez mais escassos, observou Rui Morais, adiantando que o processo de melhoria da qualidade da água para consumo humano, reconhecida pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, tem sido possível com a estabilização económica da Agere e com reduções das tarifas pagas pelos consumidores.
O presidente do conselho de administração relevou o esforço de redução significativa do tarifário aplicado às famílias numerosas, ou seja, aquelas constituídas por cinco ou mais ele- mentos.

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