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Braga, quinta-feira

Estudantes da UMinho preocupados com a falta de alojamento em Braga e Guimarães
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Estudantes da UMinho preocupados com a falta de alojamento em Braga e Guimarães

1º Meeting ASA em Vizela

Ensino

2018-02-20 às 06h00

Paula Maia

Presidente da Associação Académica da Universidade do Minho alerta para a necessidade de investir na construção de novas residências e avança que a associação vai promover um estudo sobre o Custo de Vida na UMinho.

A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) está preocupada com a falta de alojamento para estudantes nas cidades de Braga e Guimarães. No discurso que proferiu na sessão de comemorativa do 44.º aniversário da academia minhota, Nuno Reis, presidente da AAUM disse que a lei do Orçamento de Estados para 2018 identifica este problema, apresentando um aumento do financiamento para a construção de novas residências, mas não é claro o âmbito da sua aplicação.

O dirigente destaca a necessidade das entidades de tutela e das instituições reforçar o investimento na Acção Social, ajudando as famílias a suportar os principais custos inerentes ao estudante do Ensino Superior. Arrendar quartos, suportar o custo das deslocações, do material de estudo e da alimentação são dificuldades cada vez mais prementes para os alunos e para as suas famílias. Por outro lado, o investimento em Acção Social pouco aumenta e o acesso a Bolsas de Estudo é, ainda, restrito porque não espelha a realidade da condição dos estudantes e dos seus agregados familiares, disse Nuno Reis, avançando que, face a estes condicionalismos, a AAUM pretende promover um estudo global sobre o Custo de Vida na Universidade do Minho, dado que o último está datado de 2009.

Abordando ainda a questão do investimento em Acção Social, Nuno Reis diz identificar duas realidades. A primeira, de que os fundos para este sector, provenientes em grande parte de financiamento comunitário, têm como principal destino subsidiar o valor das propinas. A segunda, integrando Portugal num pequeno grupo de países (Suíça, Bélgica e Holanda) com propinas generalizadas e fraca cobertura de Acção Social, sendo destes o país com menor rendimento médio das famílias e maior desigualdade de rendimentos. Não será isto um contra-senso?, questiona o dirigente, acrescentando que caberá a esta geração de estudantes a árdua tarefa de reivindicar, propor soluções e procurar respostas para que não tenhamos de ser, também nós, uma geração?à rasca para suportar as despesas escolares dos nossos filhos.
O presidente da AAUM defende também a necessidade de criar uma nova fórmula de financiamento para o Ensino Superior. É necessário substituir o histórico por um rácio que absorva as necessidades e a capacidade performativa de cada uma das instituições. São precisas reformas e respostas, com agilidade e com o devido respeito por todos os envolvidos, remata.

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