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Esposende sensibiliza para controlo de espécies invasoras

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Esposende sensibiliza para controlo de espécies invasoras

Cávado

2021-05-02 às 17h16

Redacção Redacção

No concelho de Esposende existem diferentes espécies de codeços e giestas frequentemente utilizados para a tradição dos “Maios”.

A propósito da tradição dos Maios, ou Maias, que ganha relevo nesta altura, o Município de Esposende alerta para a problemática das espécies invasoras, que, cada vez mais, retiram espaço às espécies autóctones, como, por exemplo, as giestas.

No concelho de Esposende existem diferentes espécies de codeços e giestas frequentemente utilizados para a tradição dos “Maios”. Estas plantas crescem apenas em espaços florestais e desempenham importantes funções ecológicas. Para além da vantagem de uma elevada diversidade biológica, com especial destaque para a componente florística, estas plantas fixam o azoto atmosférico e protegem o solo da erosão. As espécies mais comummente utilizadas são a giesta-negral (Cytisus scoparius), giesta-das-serras (Cytisus Striatus), tojo-gadanho (Genista falcata Brot.), giesta-piorneira (Genista florida L.) e codeço-de-laínz (Adenocarpus lainzii).

Constata-se que as manchas deste tipo de plantas autóctones (giestas e codeços) estão a diminuir, sendo cada vez mais substituídas por diversas espécies invasoras, especialmente acácias. Neste sentido, importa ter uma atitude atenta no controlo de todas as espécies invasoras, impondo-se a necessidade de se preservarem os espaços florestais e de promover uma gestão adequada dos mesmos. Esta postura enquadra-se nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

Refere a tradição que na noite de 30 de abril para 1 de Maio todas as entradas das habitações devem ser protegidas das entidades malignas com um ramalhete de flores de Maio. Reza a lenda que esta tradição remonta ao tempo de Jesus, ao episódio da Fuga para o Egipto, em que recolhida a mãe e filho na proteção de uma habitação, um traidor marca com um ramo de giesta florida o local, denunciando a presença do menino. No dia seguinte, quando os perseguidores vinham para matar o menino, depararam-se com marcações semelhantes em todas as ombreiras da aldeia, impedindo assim a denúncia. Existem diferentes versões desta tradição ancestral, contudo, ainda se continua a perpetuar a memória daquele episódio. Outras explicações pagãs remetem para a celebração da primavera, e acolhimento da época das flores e abundantes colheitas, a crença popular que este ato afasta o agoiro, mau-olhado e energias malignas.

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