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Esposende: Forte S. João devolvido ao público com vertente multifuncional
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Esposende: Forte S. João devolvido ao público com vertente multifuncional

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Cávado

2018-02-23 às 11h00

Patrícia Sousa

Benjamim Pereira acredita que o processo de concessão do Forte de S. João está para breve. Objectivo é criar ali, com outros parceiros, o Centro de Divulgação Científica de Actividades Marítimas.

O Forte de S. João, em Esposende, vai acolher o Centro de Divulgação Científica de Actividades Marítimas. O presidente da autarquia, Benjamim Pereira tem esperança que o processo de concessão esteja concluído daqui a um mês para depois ir atrás de fundos comunitários para avançar com a obra.
Estamos a falar da concessão de 50 anos daquele espaço por parte do Estado. O valor que está em cima da mesa é de 204 mil euros. Temos outras modalidades de pagamento, mas vamos tentar pagar tudo de uma vez, assumiu o presidente da Câmara Municipal de Esposende.
O edifício, situada numa zona nobre de Esposende, está degradado e sujo. É inaceitável e vergonhoso o estado em que se encontra aquele património, lamentou Benjamim Pereira, piorando a situação quando há interessados para dar fins públicos àquele espaço. A tudo isto surgem ainda questões burocráticas. Tínhamos o processo mais avançado e acabou por ficar parado há um ano, porque a Associação de Oficiais das Forças Armadas interpôs uma providência cautelar, porque não quer que o edifício seja cedido o que dificultou ainda mais a vida ao município, explicou o autarca, referindo que o processo acabou por ficar parado.
Depois de ter espaço, escolher os parceiros e ter o projecto, é preciso ir à procura de fundos comunitários.
A Universidade do Minho é um dos parceiros certos para este projecto, ao qual se juntam ainda o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), o Fórum Esposendense, a Associação Comercial e Industrial do Concelho de Esposende. Outro potencial parceiro para este projecto será o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
O objectivo do município é devolver aquele património ao público, assegurou, confidenciando que resistiu a muitas propostas para se fazer ali projectos turísticos, nomeadamente, de alojamento e bares. Mas essa nunca foi a ideia do presidente. Sempre defendi que esse não era o caminho, até porque há outros tipos de espaços disponíveis no concelho para esse tipo de fins, justificou.
A ideia, explicou o autarca, é criar um espaço onde se possa incorporar parte daquilo que é o Museu Marítimo e parte daquilo que são os achados de Belinho. E Benjamim Pereira foi mais longe: será um espaço pensado com os parceiros, multifuncional e que ja uma mais-valia em termos turísticos e de conhecimento científico.
Quando quem anda a passear à noite pela marginal de Esposende e ver o edifício arranjado e com iluminação exterior já vai valer a pena, garantiu o autarca, acreditando que se lhe juntar um conteúdo atractivo vai ser mesmo uma mais-valia para o concelho. O próprio edifício tem, de acordo com o edil, um valor inestimável, sendo que à volta tem ainda 8 a 9 mil m2. Não deixam construir grande coisa, mas espera-se que seja possível ampliar, respeitando as técnicas construtivas, e criar ali uma réplica da embarcação que está fundeada.

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