Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Escolas bracarenses registam procura crescente de alunos brasileiros
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Escolas bracarenses registam procura crescente de alunos brasileiros

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As Nossas Escolas

2018-02-12 às 06h00

José Paulo Silva

Nova vaga de imigrantes brasileiros está a chegar a Braga. Escolas do concelho são cada vez mais procuradas para a inscrição de alunos do país irmão.

A Escola Secundária Carlos Amarante e o Colégio D. Diogo de Sousa, os estabelecimentos de ensino do concelho de Braga melhor colocados no último ranking das escolas com base nos resultados nos exames nacionais, têm registado recentemente forte procura da parte de alunos brasileiros.
Convidados do programa Da Europa para o Minho, da Rádio Antena Minho, a directora do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, Hortense Santos, e director do Colégio D. Diogo de Sousa, Cândido Sá, revelaram que têm sido contactados nos últimos tempos por um número crescente de cidadãos brasileiros interessados em matricularem os seus filhos nos dois estabelecimentos.

Ainda há dias recebemos um e.mail do Brasil a perguntar se estamos disponíveis para receber um aluno em 2020, exemplificou Cândido Sá, enquanto Hortense Santos referiu que diariamente ao Agrupamento de Escolas Carlos Amarante chegam pedidos de informação de cidadãos brasileiros sobre equivalências e matrículas para todos os níveis de ensino.
Muito já vêm com a informação da escola que querem, acrescentou.
O interesse pelo agrupamento de escolas público e do colégio privado de inspiração católica reflecte o aumento do número de famílias que têm procurado a cidade de Braga como local de residência.

O padre Cândido Sá entende que esta procura muito grande de Braga por cidadãos do Brasil é um fenómeno que os responsáveis políticos devem ponderar e analisar.
O director do Colégio D. Diogo de Sousa considera que a qualidade do ensino é um dos factores que condiciona a escolha de uma cidade portuguesa por parte dos candidatos a imigrantes.
O agravamento do clima de insegurança no Brasil, bem como crise política e económica, tem provocado uma imigração crescente de cidadãos das classe média e média-alta para Portugal, sendo Braga uma das cidades mais procuradas, a par de fixan Lisboa, Porto e Coimbra.

O importantíssimo desafio de garantir envelope financeiro da UE para Portugal

O eurodeputado José Manuel Fernandes considera importantíssimoque Portugal garanta da União Europeia, de 2021 a 2017, um envelope financeiro idêntico ao que negociou para o actual quadro comunitário.
No rescaldo da conferência promovida pelo Conselho Económico e Social sobre O Orçamento e o Futuro da União Europeia, que se realizou no passado dia 9, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na qual participou também o Primeiro Ministro, António Costa, e o comissário europeu para o Orçamento e Recursos Humanos, Guntther Oettinger, o eurodeputado minhoto relevou que o nosso país assegurou, de 2014 a 2020, 11,5 ME por dia do orçamento comunitário, sendo necessário que esse volume de financiamento seja mantido nos próximos anos, já que continuamos a ter em Portugal muitas disparidades regionais que não são aceitáveis.

Assim sendo, a política de coesão é uma necessidade, até porque, como destacou José Manuel Fernandes no programa Da Europa para o Minho, em 5% do território, as grandes áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, está 50% do PIB e 41% da população.
A manutenção do envelope financeiro vai ser negociado num quadro de saída do Reino Unido, um contribuinte líquido de 10 mil ME por ano, da União Europeia.

Directores do público e privado defendem ranking com reservas

A directora do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, Hortense Santos, e o director do Colégio D. Diogo de Sousa, Cândido Sá, aceitam o ranking das escolas como elemento de avaliação do sistema de aprendizagem, mas alertam para os efeitos perversos que uma interpretação superficial dos resultados pode provocar.
Na última edição do programa Da Europa para o Minho, na Rádio Antena Minho, Hortense Santos reconheceu que há muitas formas de fazer análise dos resultados do ranking criado a partir dos exames nacionais, admitindo que com a publicação dos mesmos há uma preocupação das famílias em saber em que situação se encontram as escolas.

A directora do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante admite que quando os resultados nos são favoráveis ficamos satisfeitos, mas coloca reservas à forma como são apresentados os resultados, juntando escolas com 10 ou 20 alunos a fazer exames com outras com 500 ou 600 alunos.
A Escola Secundária Carlos Amarante ficou colocada en 50.ª posição no último ranking, estando no top das dez melhores escolas públicas do país.
Já o Colégio S. Diogo de Sousa ocupa a quinta posição a nível nacional e a primeira a nível distrital.
O director deste estabelecimento de ensino privado, Cândido Sá, concorda com o ranking enquanto contributo para a melhoria das aprendizagens.

Este responsável defendeu no programa coordenado pelo jornalista Paulo Monteiro e com a presença habitual do eurodeputado José Manuel Fernandes, que os efeitos preversos têm de ser evitados, como chumbar alunos para irem a exame como alunos externos, não considerando assim as suas notas para o ranking.
Cândido Sá entende que os rankings são muito importantes, porque nos levam a avaliar as nossas práticas educativas, mas alerta para a tentação de uma análise primária em que se faz a dicotomia público-privado.
No programa Da Europa para o Minho, os dois responsáveis escolares comentaram também recente recomendação de peritos da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)?sobre o fim dos exames no ensino secundário como meio de acesso ao ensino superior.

Há justiça no sistema actual. Os alunos são graduados com uma nota. Digo aos meus alunos que têm de ter boas notas para escolherem um curso superior e não para serem escolhidos por um curso, declarou o director do Colégio D. Diogo de Sousa, defendendo os exames como critério objectivo e nacional de entrada na universidade.
Mudamos para que modelo? Quem faria a selecção? As universidades? O poder discricionário das universidades?, questiona Cândido Sá.
Hortense Santos admite uma dependência dos exames nacionais para a entrada dos alunos dos cursos humanístico-científicos na universidade.

A directora do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante defende também que o resultado do exame é objectivo para a entra-da na universidade, sendo verdade também a frustração de muitos alunos que não entram no curso que querem por uma décima.
Assim sendo, Hortense Santos admite que as universidades poderiam acrescentar outros procedimentos no concurso de acesso, que deixaria de estar só dependente do resultado objectivo de uma média ou de uma nota, mas reconheceria a apresentação de outras credenciais como a participação de alunos em actividades não lectivas, uma entrevista ou a defesa de uma ideia.

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