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Ensino

2024-05-25 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

EST do IPCA comemorou 20 anos com sessão solene onde Maria José Fernandes evidenciou que esta escola está a consolidar-se como referência nacional e europeia do ensino superior e da investigação.

Citação

Maria José Fernandes revelou que uma das decisões mais difíceis que teve de tomar enquanto presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) foi a criação do Centro de Investigação em Inteligência Artificial Aplicada (2Ai). A decisão, tomada há seis anos, revelou-se certeira e esta unidade de investigação é o hoje reconhecida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia com a avaliação de muito bom e integra o único laboratório associado em inteligência artificial (LASI) do país.

A presidente do IPCA falava ontem na sessão solene comemorativa do 20.º aniversário da Escola Superior de Tecnologia (EST). “Nestes 20 anos, muitas histórias foram vividas e contadas, mas há um momento marcante, e que estou certa todos aqui presentes concordarão comigo, que foi a decisão, há seis anos, de avançarmos com uma unidade de investigação própria na área da inteligência artificial... decisão que não foi, naquela data, consensual. Diria que enquanto presidente, foi das mais difíceis de tomar, mas hoje também reconhecemos das mais certeiras”, revelou.

Antes, o director da EST, Vítor Carvalho, já tinha realçado que o Centro de Investigação 2Ai tem “em execução um financiamento em carteira captado de cerca de 5,35 milhões de euros em projectos de ID e submetidas outras candidaturas a projectos com potencial de captação de mais 4,6 milhões de euros, muitos deles em co-promoção com empresas, com o intuito de potenciar a criação de produtos de valor acrescentado e diferenciadores em Portugal”.
Especificou ainda que no âmbito do 2Ai, e até Dezembro de 2023, a EST contribuiu “para a disseminação do conhecimento científico com a publicação de cerca de 100 artigos científicos de entre (capítulos de livro, revistas e conferências, essencialmente internacionais), cinco novas patentes submetidas, organi- zação ou co-organização de nove conferências e da summer school”.

Em complemento, Maria José Fernandes lembrou que o futuro da EST passará inevitavelmente pelo B-BRIC — Barcelos Collaborative Research and Innovation Center. “Este centro com uma área de cerca de mais de 1.700 m2 afectos ao 2Ai, e cuja entrada em funcionamento está prevista para 2025, dará um enorme contributo porque conseguiremos fazer mais investigação, melhor formação e daremos um contributo enorme para a região, para as empresas, para o país”, vincou.

Maria José Fernandes destacou ainda que a comemorações dos 20 anos da EST tem um significado ainda mais importante por ocorrer no ano em que o IPCA celebra os seus 30 anos de existência. “Quando há 20 anos criámos a EST demos corpo ao IPCA”, lembrou, acrescentando: “Se bem se recordam muitos dos que hoje estão aqui presentes, muitas vozes... num dos momentos da nossa história mais turbulentos... muitos diziam que antes da EST não havia IPCA... pois só existia a ESG e para existir um politécnico eram necessárias duas escolas. E bem, naquela data, pela mão da ESG, nasceu a EST com a transferência do curso de SIG”.
Com um balanço francamente positivo de “20 anos a fazer história no domínio do ensino e da investigação”, Maria José Fernandes destacou que os alicerces construídos pela EST “são o melhor fertilizante para agarrar os desafios futuros”.

E foram alguns os desafios que elencou, começando pelo ensino STEAM, concretamente na captação de mais estudantes para esta área e, em particular, das raparigas e mulheres.
“O desafio é termos a capacidade, e às vezes coragem, de olharmos para a nossa oferta formativa e analisarmos que novas ofertas deveremos considerar, mesmo que essa decisão nos obrigue a descontinuar outras. É essa capacidade e desprendimento que enquanto agentes de mudança temos de ter capacidade de ter”, acrescentou.

Outro desafio é formar mais adultos, “criando as melhores condições para que os profissionais continuem a estudar, pois é inequívoco que mais formação significa melhores condições, melhores salários e pessoas mais felizes”.
Maria José Fernandes considera ainda que o caminho passa por aprofundar a internacionalização - “aproveitando para tal o facto de sermos uma universidade europeia, de estarmos inseridos na RUN” - e avançar com mais Mestrados Profissionais, em articulação com as empresas. Na mesma linha destaca o desafio que avançar com os doutoramentos e a investigação.

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