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Escola de Medicina quer novo currículo para os médicos do futuro
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Escola de Medicina quer novo currículo para os médicos do futuro

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Ensino

2019-01-04 às 06h00

Paula Maia

Reforma curricular entrou na terceira fase e deverá ser implementado no ano lectivo de 2020/ 2021. Objectivo é responder aos desafios impostos por uma mudança no paradigma da saúde.

Preparar os médicos para o século XXI. É com este pressuposto que a Escola de Medicina da UMinho pretende implementar um novo currículo - e uma nova abordagem de formar médicos - no ano lectivo de 2010/2021.
O projecto de reforma curricular - o MinhoMD - entra agora na última das três fases depois de, no passado mês de Dezembro, os estudantes de Medicina apresentarem as principais conclusões do processo de análise e auscultação que dará agora origem à ultima etapa:?a reorganização do currículo.
“As práticas dos cuidados de saúde estão a mudar e, por isso, é preciso repensar a formação dos futuros médicos, os que vão estar no activo nas próximas décadas”, conta ao CM Nuno Sousa, presidente da Escola de Medicina da UMinho, acrescentando que o objectivo é contribuir com a implementação de um conjunto de competências práticas que serão necessárias para fazer face a mudanças de paradigma da saúde que actualmente “não estão a ser trabalhadas”.

De acordo com os estudantes, com a introdução do novo currículo pretende-se embutir novas tecnologias de aprendizagem assentes numa agenda curricular progressiva que permita maior flexibilidade e individualização do percurso do estudante, através da personalização de conteúdos e de actividades, de acordo com as suas preferências. “É este perfil académico, capaz de dotar os estudantes de ferramentas e de incentivar a reflexão sobre a Medicina - mas também sobre a Ética, as Humanidades e o Profissionalismo - que este grupo de trabalho pretende centrar a discussão”, explica Nuno Sousa.
Para desenhar um currículo “inovador”, com novas metodologias de aprendizagem, a Escola de Medicina assenta o processo em quatro pilares funda- mentais:?ciências básicas, ciências clínicas, ciências dos sistemas de saúde e humanidades. Este modelo procura também integrar as diversas componentes em quatro fases, iniciando nas ciências fundamentais antes de avançar para as clínicas, passando posteriormente para as opcionais e terminando com os estágios.

O presidente da Escola de Medicina diz que são vários os desafios que se colocam aos médicos do futuro e que se prendem, essencialmente como “as novas tecnologias digitais, as ferramentas electrónicas essenciais, por exemplo, para a criação de uma base de dados, mas também as questões da economia da saúde”.
O dirigente assume também que a sociedade se depara actualmente com “novas realidades”, onde se assiste a um envelhecimento da população, facto que acarreta novos desafios para os profissionais de saúde.
Além da inovação no currículo, surge também destacada a criação de um novo modelo de avaliação “focado no crescimento e formação dos estudantes, com maior feedback sobre os conhecimentos e competências adquiridas, dando também, atenção à detecção precoce de estudantes em dificuldades com o intuito de mitigar o insucesso e criar estratégias de combate ao mesmo”.
Na reforma curricular estão envolvidos professores, alunos, investigadores e funcionários que se juntam regularmente para debater o futuro do ensino da Medicina.

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