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Braga, quarta-feira

Escola de Medicina monitoriza ansiedade, depressão e ‘burnout’
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Escola de Medicina monitoriza ansiedade, depressão e ‘burnout’

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Ensino

2018-10-08 às 06h00

José Paulo Silva

Dia Mundial da Saúde Mental é dedicado este ano à saúde mental dos jovens. Na Escola de Medicina da Universidade do Minho avalia-se, desde 2009, ansiedade, depressão e burnout.

O programa de monitorização dos níveis de ansiedade, depressão e ‘burnout’ de alunos, investigadores, docentes e pessoal não-docente da Escola de Medicina tem condições para ser estendido a toda a Universidade do Minho. A proposta é defendida pelo psiquiatra Pedro Morgado, um dos mentores do projecto iniciado em 2009, na véspera da celebração do Dia Mundial da Saúde Mental, este ano dedicado à saúde mental dos jovens.
Criado para conhecer os problemas mentais dos estudantes de medicina e delinear estratégias de prevenção e orientação, os dados recolhidos ao longo destes anos têm revelado valores mais baixos de ansiedade, depressão e ‘burnout’do que os de estudos internacionais.

Em 2013 foi criada uma Comissão de Apoio ao Aluno, a qual dá suporte académico, psicológico, psiquiátrico e social, desenvolvendo, ao mesmo tempo, iniciativas de promoção da saúde mental e diminuição do estigma em parceria com a Associação Encontrar+se.
No último ano, o programa de monitorização foi alargado a todos os colaboradores da Escola de Medicina da Universidade do Minho.

Ao ‘Correio do Minho’, Pedro Morgado constatou que os níveis de ansiedade, depressão e ‘burnout’ “têm vindo a diminuir nos últimos anos”, o que resultará do trabalho desenvolvido no âmbito da Comissão de Apoio ao Aluno.
O docente da Escola de Medicina e psiquiatra no Hospital de Braga releva a existência de maiores níveis de ansiedade, depressão e ‘burnout’ entre estudantes que chegam ao curso de Medicina sem motivações vocacionais.
“É fundamental replicar esta experiência em toda a Universidade do Minho e noutras instituições de ensino superior em Portugal”, advoga Pedro Morgado, argumentando que o acompanhamento de distúrbios mentais de estudantes é uma prática corrente em universidades estrangeiras.

A saúde mental é assumida como um dos grandes focos de investigação na Escola de Medicina da Universidade do Minho, a par do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em torno da promoção do bem-estar e da informação em relação a uma matéria tabu na sociedade portuguesa.
“A psiquiatria continua a ser un parente pobre do Serviço Nacional de Saúde”, atesta Pedro Morgado, na véspera do Dia Mundial, considerando também que tal resulta do facto de a sociedade “exigir pouco do SNS” no que aos cuidados psiquiátricos diz respeito.

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