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Escola de Economia e Gestão dá lição de empreendedorismo
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Escola de Economia e Gestão dá lição de empreendedorismo

Ensino

2011-02-21 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

O contributo da Universidade do Minho para a criação de ‘spin-offs’ foi destacado na comemoração do 37.º aniversário da instituição.

Citação

A Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (UM) tem assumido uma posição cimeira a nível nacional no que diz respeito ao ensino da inovação e do empreendedorismo. Apesar desta constatação, a docente Ana Paula Faria defende sinergias entre aquela Escola, as de Engenharia e Ciências e a TecMinho com vista a reforçar o ensino destas competências e a transferência de tecnologia, bem como promover ligações mais fortes com as empresas.

Na ‘oração de sapiência’ do 37º aniversário da UM, subordinada ao tema ‘Inovação, empreendedorismo e spin-offs académicas’, Ana Paula Faria destacou a Universidade de Coimbra como líder na criação de ‘spin-offs’em Portugal, com 135 empresas criadas, encontrando-se a UM na quarta posição no ‘ranking’ com 59. Das spin-offs criadas no distrito de Braga, 59 por cento actuam na área do software e 22 por cento na de ambiente/energia. A biotecnologia motivou a criação de 19 por cento do total daquele tipo de empresas e a electrónica 10 por cento.

As ‘spin-offs’ académicas são empresas criadas para comercializar conhecimento produzido dentro de uma universidade ou instituição de investigação.
Segundo Ana Paula Faria, “as spin-offs são, assim, um exemplo de empreendedorismo académico e um veículo de ‘destruição criativa’ ao introduzirem novos e melhores produtos ou processos produtivos”.

“Do ponto de vista da universidade, as spin-offs são uma das formas possíveis de comercializar o conhecimento científico e, desta forma, obter novas fontes de rendimento. Na verdade, a diminuição do financiamento público e o aumento da concorrência pelo financiamento da investigação foram os principais mecanismos impulsionadores de uma atitude mais empreendedora por parte das universidades”, constatou a docente da Escola de Economia e Gestão

Papel da Tecminho

“O fenómeno das ‘spin-offs’ caracteriza por fortes assimetrias entre países assim como dentro de cada país”. Em Portugal, essas empresas “tendem a localizar-se nas áreas metropolitanas de Lisboa, Porto, Coimbra e Braga”.

Num estudo comparativo entre a UM e a Universidade do Porto sobre o processo de criação de ‘spin-offs’, elaborado conjuntamente com Vasco Eiriz e Liliana Alves, Ana Paula Faria detectou que a TecMinho, o gabinete de transferência de tecnologia da UM, “tem contribuído para o desempenho positivo da universidade na criação das spin-offs”.

“Por outro lado, constatou-se que a proximidade geográfica do parque das incubadoras no caso da Universidade do Porto resulta numa vantagem para esta universidade, dado que possibilita uma rápida deslocação do académico entre universidade e incubadora”.

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