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Erosão costeira: Defesa da frente marítima necessária para impedir destruição construções - Especialista
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Erosão costeira: Defesa da frente marítima necessária para impedir destruição construções - Especialista

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Nacional

2011-07-01 às 10h52

Lusa

Uma especialista portuguesa alertou hoje, em Vila do Conde, para a necessidade de o país defender a frente marítima e impedir que a erosão costeira acabe por provocar «a destruição das construções» junto às praias.

Uma especialista portuguesa alertou hoje, em Vila do Conde, para a necessidade de o país defender a frente marítima e impedir que a erosão costeira acabe por provocar «a destruição das construções» junto às praias.

Helena Granja, especialista em Sedimentologia e Geomorfologia, falava numa palestra sobre a«erosão costeira numa perspetiva geológica».

Este fenómeno “é um processo natural que ocorreu no passado, no presente e vai acontecer no futuro” e só “políticas de ordenamento corretas” podem minimizar o problema, políticas que passam pela “não construção junto à costa e em cima de praias e dunas”, sublinhou.

Caso não se opte por este caminho, as edificações junto às praias “vão ser destruídas”, alertou.

Questionada sobre as zonas mais problemáticas do país, a especialista considerou que há “muitas”, mas apontou como casos mais problemáticos Ofir, em Esposende, e ainda Aver-o-Mar, na Póvoa de Varzim.

A erosão costeira “é um processo natural que se manifesta pela perda de sedimentos, estreitamento e migração para terra das praias, com recuo das arribas”, definiu Helena Granja, adiantando que este fenómeno se verifica em períodos de tempo “curtos” e é “grave”.

Este emagrecimento da faixa costeira pode ser minimizado através de obras arquitetónicas de defesa, só que estas promovem “estabilidade temporária” e acabam por “originar ou ampliar outros problemas”, o que faz com que se inicie um “ciclo vicioso”, explicou a também docente na Universidade do Minho.

Também a alimentação artificial das praias com areia será uma “solução menos agressiva”, mas o problema acaba por “reaparecer”.

O ideal é mesmo “não construir junto às praias”, realçou Helena Granja.

A palestra proferida esta noite decorreu no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) local, que tem patente uma exposição subordinada ao tema “Erosão Costeira no norte de Portugal e litoral de Vila do Conde”.

De acordo com dados fornecidos pela mostra, “a subida do nível médio do mar contribuiu apenas em 15 por cento para a erosão costeira. Os restantes 85 são da responsabilidade humana”.

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