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Ensino

2020-09-27 às 11h15

Redacção Redacção

Aniversário da Escola Profissional Amar Terra Verde assinala-se amanhã com um programa redimensionado às circunstâncias actuais. Director geral João Luís Nogueira lamenta atitudes do Governo que considera discriminativas para com a escola.

A Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) é uma das maiores (700 alunos) e melhores Escolas de Portugal (89% de empregabilidade e 95% de sucesso escolar) e prepara-se para “assinalar hoje, dia 27 de Setembro, 27 anos de vida, num ambiente de inovação, segurança sanitária, confiança e credibilidade confirmada junto dos jovens, pais e encarregados de educação dos concelhos do Vale do Homem (Terras de Bouro, Amares e Vila Verde)” - garante João Luís Nogueira, num misto de satisfação e alguma amargura…
“O Governo isenta de IVA as escolas públicas na compra de Equipamentos de Protecção Individual (EPI's) face à Covid-19 mas os 700 alunos da EPATV, na sua maioria oriundos de famílias carenciadas, têm de contar com o esforço financeiro da EPATV que foi forçada a investir cerca de cem mil euros. Ninguém se insurge contra esta ignorância do poder que desrespeita os mais elementares direitos constitucionais?” - pergunta o director geral.
No contexto actual, as normas de saúde pública não permitem que a escola faça a celebração dos seus 27 anos de forma a evitar ajuntamentos e a cumprir as regras da DGS (Direcção-Geral de Saúde). Esta contingência condiciona um programa festivo com actividades gerais, com maior participação da comunidade e grande interacção de projectos (envolvendo empresas, autarquias e pais).
“Mas esse não é o nosso maior problema” - destaca João Luís Nogueira - “uma vez que esta situação de pandemia, a manter- -se, vai condicionar a colocação dos nossos jovens em estágios profissionais quer nacionais, quer internacionais”, o que exige aos “professores e colaboradores um elevado esforço no cumprimento das regras e organização diária de modo a manter o foco na aprendizagem”.
Mesmo assim, a EPATV não vai deixar passar em claro a data da fundação, com um programa redimensionado às circunstâncias, amanhã, com a entrega de iPads aos alunos das turmas do primeiro ano (190), numa cerimónia simbólica de entrega ao Curso Técnico de Frio e Climatização. Ao longo da manhã, são confiados a toda a comunidade escolar, Kit’s Covid de Protecção Individual (máscaras e álcool-gel individual).
Às 13 horas, realiza-se o almoço comemorativo, com homenagem aos colaboradores com 20 anos de serviço à escola (Nuno Silva, Américo Silva, Palmira Moreira e João Martins).
Momento emocionante será a entrega de prémios de mérito aos melhores alunos do passado ano lectivo: Patrícia Dias (17.8 valores no curso Técnico de Cozinha/Pastelaria) e Daniela Azevedo (do CEF T3 em Assistente Administrativo).
João Luís Nogueira destaca, neste contexto, “a alteração de horários, a reorganização do espaço escolar para encontrar novos espaços de recreio e locais que evitem ajuntamentos e ofereçam conforto e bem-estar aos alunos, em segurança e tranquilidade para os pais”.
A EPATV investiu cerca de “cem mil euros para dar seguran-ça e confiança à comunidade educativa, pais e encarregados de educação, para apetrechar os alunos com meios tecnológicos e digitais que permitam aceder a ferramentas que facilitem a sua aprendizagem e em EPI’s, como um túnel de desinfecção, saídas específicas para evitar cruzamentos, entre outras”.
Uma das ‘marcas de água’ deste esforço da EPATV é a “entrega de IPAD’s aos alunos do primeiro ano, para que possam acompanhar, com maior aproveitamento, mais competências digitais, que lhes permitam um ensino à distância com qualidade, se a Covid assim exigir”.
João Luís Nogueira refere que esta “aposta na educação digital já fazia parte do plano estratégico e a Covid veio acelerar este sonho, até porque temos em marcha a aquisição de PC’s para alunos com dificuldades aquisitivas e se cumpra o lema de escola inclusiva - não deixando ninguém para trás”.
“Porquê?” - interroga o director geral da EPATV. “Afinal, quem são os alunos da EPATV? São filhos da terra e pretendem, com as suas competências adquiridas, contribuir para o seu sucesso escolar e profissional, na ajuda da sua família a obter melhores condições de vida, no desenvolvimento da terra onde vivem, são alunos responsáveis e conscientes dos seus direitos no cumprimento do seu dever, são cidadãos de primeira, vivam onde vivam. Não somos julgados pelo que fomos ou somos, mas pelo que fazemos, pela capacidade de produzir, integrar e socializar”.
As “autarquias do Vale do Homem devem perceber e agir em conformidade com alunos da EPATV que têm vontade própria, têm sonhos, têm objectivos para vencerem as adversidades, a integração social e económica no seu território”.
O director geral da EPATV reconhece o “esforço e dedicação, neste momento difícil e imprevisível das escolas no ensino/formação e toda a comunidade educativa tem um acréscimo de responsabilidade na realização de uma normalidade possível mas entristece-nos e lamentamos que o poder local e o Ministério da Educação não entendam nem valorizem o esforço e dedicação das escolas privadas neste combate pela coesão e integração socioeconómica dos nossos alunos, mantendo permanentes discriminações na equiparação com a escola pública”.
“Os nossos alunos são cidadãos de pleno direito, os seus pais pagam os devidos impostos. Não pode haver apoios para os alunos da escola pública e nada para os alunos da escola privada que presta um serviço público, garantido pela Constituição da República Portuguesa”, garante.
Instado a dar exemplos destas desigualdades, João Luís Nogueira enumera “discriminações várias, a começar pela exclusão da EPATV em participar nos projectos de promoção do sucesso escolar, na ausência de entrega de EPI’s e exigência de pagamento de IVA nos investimentos realizados no combate a pandemia da Covid”.

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