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Ensino

2018-03-07 às 12h31

Isabel Vilhena

A vitalidade do sector da construção exige mais engenheiros civis no mercado. A Escola de Engenheia Civil da UMinho admite aumentar os númerus clausus para responder às empresas.

A vitalidade do sector da construção exige mais engenheiros no mercado. A cerimónia de atribuição de bolsas a alunos de Engenharia Civil da Universidade do Minho (UMinho) confirma a vontade das empresas de apostar nos jovens talentos e reconhecer a excelência do curso de engenharia.
Deste modo, foram ontem assinados protocolos de bolsas de estudo e mérito para estudo e mérito para o mestrado integrado em Engenharia Civil, uma referência nesta área em Portugal, e para o mestrado internacional em Análise Estrutural de Monumentos e Construções Históricas (SAHC), que recebeu o Prémio da União Europeia para o Património Cultural (Europa Nostra) em 2017.

O evento contou o presidente da Fundação Millennium bcp, Fernando Nogueira, responsáveis das empresas ABB, Ascendi, CJR, Casais, Costeira, dst, Mota-Engil, Tabique e Top/Cype, bem como vice-reitora para a Educação, Margarida Casal, o presidente da Escola de Engenharia, João Monteiro, e o director do Departamento de Engenharia Civil, José Cardoso Teixeira. A iniciativa inclui também a entrega de bolsas de mérito, no âmbito de protocolos anteriores.

As empresas e instituições estão a apostar nos jovens talentos e a reconhecer a excelência do nosso trabalho, diz José Cardoso Teixeira. O responsável nota que o sector da construção vive uma clara recuperação dos anos de crise e evidencia uma procura crescente de jovens diplomados. Porém, admite que o mercado terá em breve dificuldade em contratá-los em número suficiente. Já se sente a falta de profissionais, como tem sido evidenciado pelas associações empresariais e pelas ordens profissionais, afirma, realçando a importância fundamental dos engenheiros civis. Uma afirmação corroborada pelo presidente da Escola de Engenharia, João Monteiro, dando nota que na última iniciativa da Semana de Engenharia registaram-se de duas mil ofertas de emprego.Isso enche-nos de orgulho o reconhecimento que a escola tem, mas cria-nos um problema grave porque só temos 400 a 500 finalistas, defendendo o aumento de númerus clausus respondendo às necessidades das empresas.

João Monteiro realçou que a repetição desta cerimónia é reveladora do dinamismo e o reconhecimento que a escola de Engenharia e os centros de investigação associados têm no mercado de trabalho internacional, dando nota do crescimento do curso de Engenharia Civil.

Estamos a crescer quer na atractividade do 1.º ano, quer nos segundos ciclos, onde já somos líderes em diversas ofertas, e estamos a crescer no terceiro ciclo, cada vez mais apelativo, e especialmente na sua internacionalização, disse João Monteiro, deixando a garantia aos empresários de que a escola irá investir em formação à medida das necessidades das empresas. Estamos disponíveis e este é um desafio que fica para as empresas.
Por seu turno, Margarida Casal afirmou que estes protocolos ultrapassam o valor pecuniário, salientando o feliz encontro entre a academia, as empresas e uma fundação que promove a cultura, o ensino e a beneficência, cruzando diversos interesses, desafiando os alunos a aproveitar esta oportunidade, criando valor de vida.

O mestrado integrado em Engenharia Civil da UMinho tem, desde 2014, um programa de bolsas de estudo e mérito que inclui o pagamento de propinas aos 15 melhores alunos de cada ano do curso, com um valor total a rondar os 250 mil euros, e a possibilidade de estágios remunerados, no final do ciclo de estudos. O mestrado SAHC confere uma formação única no mundo na conservação e reabilitação do património cultural construído. Financiado em cerca de quatro milhões de euros pela Comissão Europeia na última década, teve mais de 400 estudantes de 65 países, com diversos prémios internacionais pelo elevado nível das dissertações que produz, e alunos hoje colocados na UNESCO, na Fundação Getty (EUA) e nas maiores empresas de consultoria.

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