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Empresários querem medidas “ajustadas à devastação” no sector dos eventos

Braga

2020-07-14 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Além do prolongamento do layoff simplificado, os empresários querem a isenção de impostos e a injecção de capital a fundo perdido para ajudar a tesouraria das empresas que estão ainda em confinamento e sem perspectivas a curto prazo.

O prolongamento do layoff simplificado e a injecção de capital a fundo perdido são algumas das medidas reivindicadas pelos empresários ligados ao sector da montagem de stands e eventos que estão atravessar um período de grande aflição por verem a sua actividade empresarial interrompida e sem perspectiva de retoma a curtoto prazo, colocando em causa milhares de postos de trabalho.
Com o objectivo de lançar um olhar atento e urgente para um sector “estratégico” a nível local e nacional, o presidente da câmara de Braga convidou os deputados à Assembleia da República eleitos pelo círculo de Braga a visitarem as empresas mais representativas deste sector no concelho com o propósito de conhecerem ‘in loco’ as dificuldades que os empresários atravessam e ouvirem as suas reivindicações no que concerne às medidas a tomar pelo governo para mitigar as consequências desta crise.
“São precisas medidas urgentes e proporcionais à devastação que a nossa actividade está a sofrer”, referiu o responsável da administração da Spormex, uma das maiores empresas do sector a operar no concelho.
Lourenço Fernandes diz que a empresa continua em confinamento desde Fevereiro. “Há mais de cinco meses que nossa facturação baixou entre os 90 e os 100 por cento. É inadmissível não haver medidas ajustadas para salvar este sector”, diz o dirigente, acrescentando que este é um sector que “tem passado muito ao lado da comunicação social”.
O prolongamento do layoff simplificado - “e não o recurso a outras modalidades” - é uma das medidas defendidas pelo dirigente administrativo que quer ver as empresas do sector enquadradas no mesmo regime das discotecas que estão também em confinamento. Mas não é a única. “É essencial a isenção de alguns tipos de impostos, como o PEC, o IMI e outros que estão a sufocar a tesouraria da empresa”, refere Lourenço Fernandes.
Sem saber quando poderá retomar a sua actividade, o empresário avança que é urgente lançar um olhar atento para estas empresas que atravessam tempos de incerteza.
A Spormex tem 250 colaboradores em layoff, correspondendo a 90% dos seus efectivos.
Regista uma quebra de facturação que se situa entre os 90 e os 100 por cento.
O presidente da Câmara de Braga referiu que o convite lançado aos deputados procurou corresponder aos alertas que estas empresas têm deixado junto do executivo de que é importante dar “outra visibilidade” às muitas dificuldades com que este sector se está a confrontar, sem qualquer oportunidade de realizarem qualquer tipo de actividade. “Estas empresas têm, a curto prazo, um horizonte de zero receitas. Não podemos exigir que seja o seu fundo de maneio a suportar todos os encargos”, diz Ricardo Rio, sublinhando que o apoio do governo é fundamental, sobretudo num sector que representa centenas de milhares de euros de facturação e “largos milhares de postos de trabalho”.
O autarca de Braga diz que a câmara está a fazer todos os possíveis para auxiliar as empresas concelhias. “Já expressamos a vontade de poder concretizar mais iniciativas, mas é necessário haver uma maior clarificação, ou definição em alguns casos, das normas aplicáveis”, assume Ricardo Rio, acrescentando que o edil está também a tentar mobilizar os operadores, os turistas para reunir condições para “criar massa crítica” para a realização de mais eventos.
Por outro lado, a câmara está ainda a regularizar as dívidas com as empresas do sector.

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