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Empreender@Braga é “bom exemplo” do que se pretende para a cidade
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Empreender@Braga é “bom exemplo” do que se pretende para a cidade

Braga

2021-05-15 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Em sete anos a Startup Braga faz um “balanço muito gratificante” do trabalho realizado e o Empreender@ Braga é “um bom exemplo” do que o município pretende. De 60 candidaturas, sete projectos foram seleccionados e ontem três foram premiados.

O programa Empreender @Braga é “um bom exemplo” daquilo que o Município de Braga quer para a cidade. Para o vereador da Inovação e Tecnologia, João Rodrigues, que esteve ontem na sessão de abertura do Empreender@Braga Demo Day, é com “particular satisfação” que viu as mais de 60 candidaturas, das mais diversas áreas, que “dão oportunidade a que mais pessoas beneficiem” do empreendedorismo existente em Braga.

O Empreender@Braga Demo Day, que aconteceu ontem à tarde no Altice Forum Braga, juntou stakeholders, empreendedores e investidores, servindo para o fortalecimento de relações de networking e que premiou os três melhores projectos com cinco mil euros para a criação de empresas. “É o culminar de uma etapa para sete empreendedores que foram seleccionados para este programa de pré-aceleração de negócio Empreender@Braga”, explicou o director executivo da Startup Braga, Luís Rodrigues, lembrando que este desa- fio do Município de Braga surgiu com o objectivo de desenhar este “programa de pré-aceleração de ideias de negócio direccionado para empreendedores locais que queiram empreender a partir de Braga e que queiram escalar negócios inovadores de base tecnológica e com potencial de escalar para mercados internacionais”.

Ao longo das últimas quatro semanas através da rede de formadores, de mentores, de investidores e parceiros estratégicos “contribuiu-se para a validação de negócio, definição de mercado e potencial cliente, facilitando dinâmicas desde o processo inicial de criatividade e de inovação à criação de negócio de proposta de valor, às questões associadas ao marketing, às vendas, à captação e gestão de talento e criação de equipa de sucesso até à criação de empresa com questões legais e captação de financiamento. Foram várias as temáticas que foram abordadas para capacitar o mais possível estes projectos”, justificou Luís Rodrigues.

Os projectos apresentados são de áreas distintas desde a área da saúde, de tecnologias digitais, de tecnologias da comunicação, de sustentabilidade e de energias renováveis. “Acabamos por ter uma transversalidade grande, o que representa uma riqueza maior e demonstra maturidade cada vez maior do nosso ecossistema”, assegurou o director executivo da Startup Braga.

O programa Empreender @Braga representa “um desafio adicional”, porque foi opção da Startup Braga criar este acompanhamento diferente e fazê-lo num formato presencial, quase na totalidade, à excepção das sessões de mentoria. “Isto acabou por beneficiar o desenvolvimento dos projectos e dos empreendedores e permitiu aqui um compromisso muito grande por parte das equipas. Estes projectos contam com uma equipa multidisciplinar muito interessante, algumas delas com investigadores da Universidade do Minho (UMinho) e do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL)”, contou.
O programa terminou, mas o que se pretende agora é continuar a acompanhar os projectos. “Há efectivamente uma necessidade do mercado bem identificada com base nestes projectos. A ideia não chega, é preciso agora validar e fazer chegar ao mercado e reunir recursos financeiros que ajudem a escalar”, referiu.
Dos sete projectos seleccionados ontem foram premiados o IPlexmed (1.º lugar), o Pluggable Al (2.º lugar) e o FucusCurl (3.º lugar).

Em tempos de crise já se sente “vaga crescente” de empreendedores

Sete anos depois da criação da Startup Braga, o director executivo faz um “balanço muito gratificante”, desde logo pela dimensão da comunidade criada. “Temos 159 startups na nossa comunidade, que criaram mais de 700 postos de trabalho altamente qualificados e foram responsáveis pela captação de 86 milhões de euros de investimento, grande parte dele capital de risco, mas também algum financiamento público”, revelou Luís Rodrigues.
Num contexto actual “difícil e desafiante”, só em 2021, a Startup Braga “já bateu o valor máximo de investimento angariado com 26 milhões de euros”, revelou o director executivo, adiantando que, até este momento, “foram acompanhados 78 projectos de pré-aceleração, mais de 70 startups que passaram pelo programa de aceleração e mais de 70 startups que passaram pelo programa de incubação, sendo que são 18 as startups incubadas num total de superior de 60 empreendedores”.

Todo o trabalho feito teve como base “elementos diferenciadores” como a nanotecnologia, as tecnologias digitais para a saúde e a economia digital. “Agora há um conjunto de novos desafios que o tempo actual levanta e acreditamos que este contexto de crise poderá gerar oportunidades”, admitiu Luís Rodrigues, confirmando que já se sente “uma vaga crescente de empreendedores, sendo importante apostar neste fortalecimento e na aproximação aos centros de investigação como a UMinho, INL, IPCA, IPVC e Universidade Católica e fazer este trabalho de sementeira para estimular esta cultura empreendedora e procurar transferir o conhecimento, tecnologia e inovação dos centros de conhecimento para o mercado”.

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