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Eixo Atlântico reivindica apoio da UE para turismo de fronteira

Economia

2020-05-30 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Ricardo Rio explicou importância do turismo de fronteira para alimentar as dinâmicas das economias locais. Eixo Atlântico iniciou trabalho neste projecto muito antes da pandemia.

No contexto do Norte de Portugal e da Galiza o turismo de fronteira é “uma realidade óbvia”, representando “um universo que poderá ser trabalhado” e contribuir para a retoma do turismo no pós-pandemia. A posição é de Ricardo Rio, o edil bracarense que preside também ao Eixo Atlântico.
No webinar sobre o ‘Turismo na Eurorregião Galiza – Norte de Portugal – Que Desafios?’, foi abordada a proposta apresentada, esta semana, pelo Eixo Atlântico à Comissão Europeia, documento onde a associação transfronteiriça realça que estamos perante “uma oportunidade única” para o surgimento de uma política europeia de turismo e o estabelecimento de um programa financeiro específico de apoio ao turismo, “o que implica a necessidade de promover o turismo de proximidade e de fronteira como turismo acessível”.

Ricardo Rio deu como assente que a aposta turismo de fronteira é para concretizar, mesmo que não cheguem os esperados fundos comunitários.
O autarca lembrou que este conceito do turismo de fronteira “não surge apenas no contexto da pandemia”, pois é um projecto no qual o Eixo Atlântico tem vindo a trabalhar há algum meses com outros territórios à escala europeia, porque considera que este turismo de fronteira tem características muito particulares.
E deu exemplo as eurocidades, que “são espaços territoriais em que existe quase uma integração plena na vivência das pessoas, que atravessam a fronteira numa lógica de continuidade da sua vida quotidiana”.
O que o Eixo Atlântico reivindica “é que se olhe para esta realidade como um dos principais motores para o desenvolvimento do turismo e obviamente para o desenvolvimento dos territórios, concretamente na zona de fronteira, que são cidades que dependem em larga escala da mobilidade entre países para sustentar a sua actividade económica.

O autarca vincou ainda que o Eixo Atlântico reivindica “a promoção de uma verdadeira política de promoção turística a escala europeia”, uma política que reconheça a especificidade destes territórios e que promova acções de desenvolvimento do turismo de proximidade” tendo associada associada “uma dotação financeira para estimular e promover esse turismo”.
O financiamento serviria para apoiar projectos, com base em candidaturas que possam ser apresentadas por diferentes entidades. “O importante é potenciar essas rotinas de proximidade e fluxo transfronteiriço” e “alimentar as dinâmicas económicas dos agentes locais”, rematou.

‘Destino seguro’ é aposta para conquistar confiança

Confiança e segurança são, muito provavelmente, as duas palavras mais importantes para o relançamento do turismo em qualquer região. A opinião foi partilhada por todos os oradores do 4.º webinar do 3.º Fórum de Turismo Visit Braga, evento moderado por Damião Pereira, director do ‘Diário do Minho’.
Ricardo Rio considerou que “o elemento confiança dos cidadãos ainda coloca muitas reservas quanto ao futuro para o que poderá ser o retomar da actividade turística”. No entanto, considera que “a pandemia foi melhor campanha de marketing que Portugal poderia ter tido”, isto pela forma como o país lidou com a situação e que tem sido elogiada lá fora. “Passamos a imagem de que somos um país seguro, com condições sanitárias que dão segurança e isso vai pesar muito na hora de escolher um destino turístico”.

“Destino seguro” é também para Marco Sousa o rótulo que vai fazer a diferença e será nele que a Turismo do Porto e Norte de Portugal vai apostar, referiu, lembrando ainda que nos próximos dois anos vão ser investidos dois milhões de euros na promoção deste território.
A directora do Turismo da Galiza também se mostrou consciente que o futuro imediato passa pela captação de turismo interno e português. “A nossa aposta vai ser em promover a Galiza como um destino seguro. Essa é a principal mensagem para revitalizar o sector”, diz Nava Castro.

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