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Eixo Atlântico em Bruxelas para defender Turismo de Fronteira

Nacional

2019-11-06 às 06h00

Redacção Redacção

Eixo Atlântico está a reunir com instituições europeias para impulsionar o Turismo de Fronteira. Ontem, no Comité das Regiões foi pedido aos eurodeputados que assumam e defendam a criação de uma política europeia de Turismo.

O impulsionar do Turismo de Fronteira foi o tema que o Eixo Atlântico defendeu ontem em Bruxelas, numa sessão que decorreu na sede do Comité das Regiões e que surgiu na sequência do Fórum de Turismo de Fronteira Europeu que decorreu em Maio, na cidade de Braga.
Na reunião de ontem estiveram representantes das oito regiões envolvidas no Projecto EPICAH, que durante os últimos três anos foi liderado pelo Eixo Atlântico e desenvolvido no âmbito do programa europeu Interreg Europe.
Participaram também na sessão de ontem 16 eurodeputados dessas oito regiões, a responsável de Turismo da DG de Mercado Interno da Comissão Europeia, membros das representações permanentes dos países participantes perante a União Europeia e membros do Comité das Regiões.

“Nesta reunião foi pedido aos eurodeputados que assumam e defendam a criação de uma política europeia de Turismo e a promoção da protecção do património natural, monumental e cultural”, explica o Eixo Atlântico em comunicado.
No âmbito do projecto EPICAH, uma equipa de especialistas de oito regiões fronteiriças europeias analisou problemas e possibilidades do desenvolvimento turístico no âmbito do Turismo de Fronteira. Desse trabalho surgiram duas conclusões principais, ontem partilhadas em Bruxelas: a necessidade de um programa-quadro de Turismo Europeu com especial atenção a um sub-programa de Turismo de Fronteira; e a necessidade de que a Europa conte com políticas de promoção e protecção do património natural, cultural e monumental, o que até agora não acontece.

“A ausência de uma política de património da UE está camuflada nas políticas da UNESCO que promovem a protecção do património, mas que não tem competências para travar a sua deterioração ou as consequências de urbanismos agressivos”, alerta o Eixo Atlântico.
No encontro de ontem também se debateram questões como a revisão da Directiva de Segurança Aérea nos aeroportos em relação aos líquidos, por se considerar que “prejudica seriamente” os mercados locais uma vez que impede os viajantes, quase todos com bagagem de cabine por imperativo das companhias aéreas, a não levar recipientes comuns, o que os obriga, praticamente, a consumir nos ‘duty free’ dos aeroportos perante a impossibilidade de levar nas suas bagagens de mão recipientes com mais de 100 ml”.
A situação pressupõe “um forte prejuízo” dos produtos dos mercados tradicionais da Europa como vinhos e licores, azeites, marmeladas ou produtos cosméticos, entre outros.

Eixo Atlântico já formalizou pedido para criação de comissário para Turismo

O Eixo Atlântico já enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em que, depois de a felicitar pela sua nomeação, lhe recorda que “apesar da importância do sector turístico na Europa, do seu peso no PIB e da força que o âmbito turístico representa na União Europeia, não existe na Comissão nenhum comissário/a desta matéria”.
Por este motivo, o Eixo Atlântico solicita formalmente que “considere a possibilidade de o novo colégio de comissários contemplar uma área específica centrada no turismo e a ser possível, um comissário ou comissária com esta competência”.

O turismo representa mais de 10% do PIB da União Europeia. Com crescimentos sustentáveis de 3,2% anuais em número de visitantes e receitas, em 2017, de 342 mil milhões de euros, segundo o relatório 2018 da Organização Mundial de Turismo, o turismo é um dos principais motores económicos da União Europeia, não apenas das principais capitais europeias, mas também dos territórios periféricos. Estes territórios são, também em muitos casos, transfronteiriços, o que acrescenta valor à sua oferta turística que costuma ter um perfil diferenciador baseado no património, na cultura, na natureza e na enologia.
No entanto, este turismo representado pelo conceito promovido pelo Eixo Atlântico ‘Dois países, um destino’, encontra-se com vários problemas que dificultam o seu desenvolvimento, alertou o Eixo Atlântico.

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