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Eixo Atlântico defende melhor coordenação do transporte aéreo
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Eixo Atlântico defende melhor coordenação do transporte aéreo

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Nacional

2018-04-13 às 06h00

Redacção

Peritos espanhóis recomendaram formação específica sobre combustível a tripulantes. Incidente com Airbus em 2016 revelou descordenação entre controladores portugueses e galegos.

O secretário-geral da Associação Eixo Atlântico defende a necessidade de coordenação entre os quatro aeroportos do Norte de Portugal e da Galiza para a melhoria da qualidade e da segurança serviço de transporte aéreo na eurorregião. A posição de Xon Mao surge depois de peritos da Comissão de Investigação de Acidentes e Incidentes de Aviação Civil (CIAIAC), dependente do Ministério do Fomento espanhol, ter recomendado à TAP que faça formação específica dos seus pilotos sobre situações de emergência por falta de combustível.
A indicação foi dada na sequência de uma situação de emergência envolvendo um avião da companhia portuguesa no aeroporto de Santiago de Compostela, na Galiza.

Recomenda-se ao operador TAP Portugal que transmita formação específica aos seus tripulantes no que diz respeito à utilização de comunicações de minimum fuel (combustível reduzido) e mayday fuel (situação de emergência por falta de combustível), lê-se no relatório da relatório da (CIAIAC).
A transportadora portuguesa informou já ter desde sempre essa formação específica e que esta é uma recomendação normal neste tipo de relatórios.
A CIAIAC divulgou o relatório final sobre a ida em 10 de Outubro de 2016 de um Airbus A-319-111 da transportadora portuguesa para o aeroporto de Santiago de Compostela, depois de não ter conseguido aterrar nem no Porto nem em Vigo.

De acordo com os técnicos daquela comissão, o uso adequado das comunicações por parte da tripulação, no que respeita à gestão do combustível, poderia ter evitado a situação de emergência que originou a investigação.
Os peritos da CIAIAC também recomendaram que o aeroporto do Porto e o de Santiago de Compostela estabeleçam um procedimento de coordenação entre eles.
O aeroporto alternativo era Vigo, que também rejeitou o avião por falta de capacidade de estacionamento para a aeronave, a qual acabou por aterrar em Santiago de Compostela quando foi lançado o alerta de falta de combustível.
De acordo com o relatório, o avião foi ficando sem combustível, mas a tripulação não comunicou a primeira fase do alerta previsto nas regras internacionais, denominado minimum fuel, tendo transmitido apenas a segunda fase, mayday fuel, quando já tinha passado o aeroporto de Vigo.
Os investigadores concluíram que, apesar de não haver estacionamento disponível, o aeroporto de Vigo poderia ter adoptado medidas temporárias extraordinárias para aceitar a aeronave, se tivesse conhecimento da sua situação.

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