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Eixo Atlântico quer que Governo impulsione Caminho Português de Santiago a Património
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Eixo Atlântico quer que Governo impulsione Caminho Português de Santiago a Património

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Braga

2019-02-09 às 06h00

Redacção

Eixo Atlântico quer que o Governo impulsione o processo de candidatura do Caminho Português de Santiago como Património da Humanidade, classificação que já ostenta nos percursos de Espanha e de França.

O Eixo Atlântico pediu ontem uma carta ao primeiro-ministro e à ministra Cultura onde pede que o Governo impulsione o processo de candidatura do Caminho Português de Santiago como Património da Humanidade.
Este pedido surge depois de, na quinta-feira, o Governo ter aprovado um decreto-lei que visa a criação de uma comissão de coordenação dos Caminhos de Santiago em Portugal e estabelece ainda os critérios aplicáveis à certificação destes percursos. “O Eixo Atlântico demonstra a sua satisfação pela decisão do Governo de Portugal de aprovar o decreto-lei que regula a valorização e promoção do Caminho de Santiago, através da certificação dos seus itinerários e da criação de um órgão de coordenação nacional”, lê-se no comunicado.

De acordo com aquela entidade, a criação desta comissão vem de encontro ao que tem vindo a propor o Eixo Atlântico, que defende que este órgão é fundamental para a valorização e recuperação do Caminho Português de Santiago.
Para o organismo, que agrega 38 municípios portugueses e galegos, é ainda necessário investir na recuperação efectiva destes percursos, por forma a que possa ser alcançada a sua equiparação ao Caminho Francês em 2021, o próximo Ano Santo. “Neste sentido, e como resposta à aprovação do decreto, o Eixo Atlântico enviou uma carta ao primeiro-ministro, António Costa, e à ministra da Cultura, Graça Fonseca, pedindo-lhes para impulsionar o processo de candidatura do Caminho Português como Património da Humanidade”.

Todas estas medidas, acrescenta o Eixo Atlântico, estão contempladas no documento elaborado pelo Eixo Atlântico denominado ‘Caminho de Santiago: Estudos dos traçados no Norte de Portugal’, documento que já foi entregue ao Governo.
O estudo contém o inventário de todas as acções a realizar nas três rotas do Caminho Português - Costa, Central e Interior - para a sua adequação, assim como para a avaliação do custo das mesmas que podem ser financiadas pelos Fundos Estruturais no novo quadro Comunitário Europeu.

No documento propõe-se a homogeneização da sinalética associada aos Caminhos de Santiago na região Norte de Portugal, guiando-se pelas normas em vigor para a região da Galiza.
Associado ao processo de substituição das marcas actualmente existentes deve estar o desenvolvimento de um manual de identidade que estipule as regras de utilização, localização e colocação das novas marcas a distribuir a todas as entidades que venham a ser responsabilizadas pela sinalização dos Caminhos de Santiago na região (associações, juntas de freguesia, municípios ou outras).

Para além disso, a auditoria realizada detectou a necessidade de efectuar obras de requalificação e a adaptação para pessoas com mobilidade reduzida em vários albergues, bem como a necessidade de criação de novos albergues para peregrinos, nomeadamente na freguesia de Macieira de Rates, no município de Barcelos, e Rubiães, em Paredes de Coura.

Em Julho do ano passado, a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho anunciou que iria integrar uma candidatura europeia, a submeter aos próximos fundos comunitários, com vista à futura classificação dos Caminhos de Santiago como Património da Humanidade.
Actualmente, os Caminhos de Santiago, que constituem um percurso religioso até Santiago de Compostela, na Galiza, estão classificados como Património da Humanidade pela UNESCO em Espanha e França, detendo em Portugal apenas o estatuto de Itinerário Cultural Europeu.

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